“Árvore da Vida”, Alexandre Desplat

Filme: “Árvore da Vida”
Diretor: Terrence Malik
Ano: 2011
Música: Rive
Composição: Alexandre Desplat
Trilha Sonora do Filme: Alexandre Desplat

“Moça com Brinco de Pérola”, Alexandre Desplat

Filme: Moça com Brinco de Pérola
Diretor: Peter Webber
Ano: 2003
Música: Girl With A Pearl Earring Theme
Composição: Alexandre Desplat
Trilha Sonora do Filme: Alexandre Desplat

“O Curioso Caso de Benjamin Button”, Alexandre Desplat

Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button
Diretor: David Fincher
Ano: 2008
Música: A New Life
Compositor: Alexandre Desplat
Trilha Sonora: Alexandre Desplat

“Crepúsculo”, Catherine Hardwicke – 2008

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Crepúsculo

“Crepúsculo” é quarto filme da diretora Catherine Hardwicke, que esteve a frente de outros filmes adolescentes como “Os Reis de Dogtown” e “Aos Treze”. Então, “Crepúsculo” é outro filme médio adolescente, esse porém, fez um estrondoso sucesso de bilheteria nos EUA.

O filme é adaptação da série de livros infanto-juvenis “Twilight” , da escritora Stephenie Meyer. Que lançou posteriormente “Lua Nova” e “Eclipse” que chegou a desbancar “Harry Potter e as Relíquias da Morte” na lista dos mais vendidos nos EUA.

A direção preferiu investir mais na beleza adolescente de seus atores e atrizes que no roteiro, direção, ou seja, o filme é um desfile de modelos e não um cinema de verdade. No elenco, Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke e mais um monte de rostos bonitos mas sem expressão.

Sim, verdade que a diretora tenta criar um certo clima de suspense, principalmente no inicio, mas depois se perde, investe em efeitos especiais errados, acaba exagerando

A fotografia em alguns momentos é muito bem realizada, porém a decupagem da diretora é fraca e mais uma vez, exagerada, o que acabou prejudicando o trabalho da fotografia. Planos confusos, tortos e sem fundamentos.

A música tema do filme, de Alexandre Desplat, é um ponto forte. Certa delicadeza e romantismo, que o próprio filme não alcança. Ainda aparecem boas músicas no decorrer dos 122 minutos de filme. Que poderiam ser bem menos.

“Crepúsculo” foi o maior sucesso de bilheteria de uma diretora, de uma mulher, no seu final de semana de estréia, na historia do cinema americano. Sua continuação, “Lua Nova” já esta confirmada, pois o filme é o primeiro grande sucesso do estúdio “Summit Entertainment”, mesma produtora de “Os Irmãos Grimm”.

Apesar da bilheteria de sucesso, e dos quase 40 milhões de dólares de orçamento, o filme não decola. Você sai do cinema com uma sensação de “de ja vu”. Parece a milhões de outros filmes adolescentes, a novidade fica por conta do adolescente em questão ser um vampiro.

Bruxos, vampiros, livros mágicos, enfim, o universo de fantasia é encantador, mas poderíamos ser presenteados, como outros filmes, que dentro desse universo, nos contassem boas historias, como é a trilogia de “O Senhor dos Aneis” ou a trilogia “Guerra nas Estrelas”, ou mesmo dos bem realizados “Harry Potter“. Historias de fantasia, com roteiros inteligentes e bem amarrados.

Com certeza, seu sucesso ficará, sustentado pelo público adolescente que vai ao cinema, não pelo filme, mas para ver rostinhos bonitos. Exemplo disso é a comunidade no Orkut, “Crepúsculo – Twilight Série”, dona de quase 25 mil integrantes, a maioria deles garotas apaixonadas pelo vampiro Edward.

O casal principal, Robert Pattinson, que interpretou Cedrico Diggory em dois filmes da série do bruxinho Harry Potter, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, é o galã de “Crepúsculo” e sua par romântico, Kristen Stewart, de “O quarto do Pânico” e  “Na Natureza Selvagem”, já foram capas das principais revistinhas adolecentes dos EUA, não em função de suas interpretações mas sim, da beleza e da historia romântica do casal. E o filme pega fácil a garotada por ai.

“Crepúsculo” pode não ser o pior filme do ano, mas está longe de ser um bom cinema. É um filme “sessão da tarde”, leve, açucarado e sem conteúdo, com cara de filme de domingo com direito a pipoca e coca-cola. E só isso. Pois logo vai ser esquecido, pelo menos quanto cinema.

Jair Santana