“O Pequeno Nicolau”, Laurent Tirard, 2009

O Pequeno Nicolau

O Pequeno Nicolau

“O Pequeno Nicoau” é o segundo filme do diretor francês Laurent Tirard, 0 primeiro foi o “As Aventuras de Molière”, e arrebatou o público em seu país, com um público de mais de 5 milhões de pessoas, foi a maior bilheteria na França em 2009

O roteiro é inspirado,  e não adapitado,  em “Le Petit Nicolas” livro de 1959 de Jean-Jacques Sampé e René Goscinny (um dos autores de Asterix), e é assinado por Alain Chabat, Gregorie Vignegron e o próprio diretor, Laurent Tirard.

O filme foi apresentado no Brasil no Festival Varilux de Cinema Francês, e chegou sem muita divulgação, e foi conquistando o prúblico no famoso e infalível “boca-a-boca”, e se tornou um dos maiores sucessos nas férias de julho, sucesso que dura até hoje em varios cinemas do Rio e São Paulo.

Apesar do apelo infantil, pois é esse o universo retratado no filme, “O Pequeno Nicolau” não é um filme para crianças. Ratifico, não é um filme somente para crianças, seu roteiro leve porém inteligente, suas piadas ingênuas porém não bobas, pegarão com certeza não só as crianças, mas também jovens e adultos que se deliciarão com essa deliciosa comédia.

Eu especialmente, dava gargalhadas no cinema como a muito não acontecia. O filme prende atenção, com as aventuras de um garotinho na década de 50, anterior a todas tecnologias que hoje fazem a ingênuidade ir embora cedo demais.

Nicolau, no auge de seus 8 ou 10 anos, é cercado de amigos esteriopados, mas que servem para retratar os tipos que fazem parte desse universo, tais quais como o avoado, o riquinho, o comilão, o queridinho da professora, enfim, tudo, apesar de “caricato” é bem colocado e tem seu porque de estarem alí.

Mesmo visto pelos olhos de uma criança, também percebemos alguns reais, e comuns problemas bem adultos que cercam Nicolau. Como problemas financeiros e do relacionamento de seus país. Problemas esses porém, que passam despercebidos ao olhos do menino. Justamente, por sua ingênuidade.

Certo dia, Nicolau fica com medo, ao entender errado uma conversa entre seus pais, da chegada de um irmãozinho. Achando que será abandonado pelos país, e tramando sumir com irmãozinho de um de seus amigos, essa aventura, quase um pastelão em alguns momentos, é muito bem dirigida, com um rítimo ágil, boa edição, e uma música, de Klaus Badelt no ponto certo entre a nostalgia e a comédia.

Ainda entre a trama principal, pequenas tramas paralelas fazem parte da historia, sem nos dar infomação demais ou sem poluir o roteiro. Da venda dos garotos de uma formula mágica que dá super poderes (vemos algo parecido em Asterix) até a primeira “mini-paixão” de Nicolau. Tudo, na dose certa.

Direção de arte é maravilhosa. Seu exgeiro proposital flerta entre o desenho, o teatro e o cinema, sem falhas, mas com semsibilidade e estudo para realizar um trabalho leve e verdadeiro. A fotografia de Denis Rouden é outro acerto, fazendo com que esse exgero de cores esteja bem colocado no filme, casando muito bem com o filme.

Dificil encontrar quem não tenha se maravilhado no filme. Nicolau está para França tal qual “O Menino Maluquinho” para o Brasil. A diferença é a época, a nostalgia, e sinceramente, o cuidado superior que a produção francesa teve em sua produção. Porém, a essência da ingênuidade e da liberdade estáo lado a lado.

Jair Santana

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