“Dzi Croquettes”, Raphael Alvarez / Tatiana Issa, 2009

Dzi Croquettes

Dzi Croquettes

“Dzi Croquettes”, longa metragem de estreia dos diretores Tatiana Issa e Raphael Alvarez, resgata a historia de um dos mais importantes grupo de teatro na década de 70 no país. O grupo, com

o mesmo nome título do filme “Dzi Croquettes”, foi um acontecimento na historia cultural do Brasil, que hoje, é muito pouco comentado, muito pouco lembrado.

Tatiana Issa acima de tudo, faz um papel importantíssimo aqui, o resgate quase que pessoal dessa história. Seu pai, trabalhou com os Dzis, ou melhor, foi um dos Dzis durante alguns anos, e Tatiana fez esse trabalho, juntamente com Raphael Alvarez, como uma grande homenagem e resgate a memória de seu pai, e do país.

Em meio da ditadura militar, cheia de tanta sensura e conservadorismo, surge no Rio de Janeiro, até então, a capital cultural do país, o grupo Dzi Croquettes. Um grupo de teatro de homens que se travestiam de mulher, para contar piadas, cantar, dançar, experimentar. Logo o grupo virou uma coqueluxe entre o meio intelectual da cidade, todos queriam assistir os Dzis, e eles se tornaram referências de toda uma geração.

Depois do Rio, partiram para São Paulo, onde também fizeram muito sucesso, e foi assim até a sensura se meter em seu trabalho. Mas depois, o grupo foi para Londres, Paris, onde também fizeram sucesso. Até quase chegar na Broadway, onde não chegaram, por que a maioria dos integrantes, preferiu voltar para o Brasil. Por saudade. Rômantico, mas real. Eles não eram homens de negócio, eram acima de tudo, artistas, simplesmente.

Nomes como Paulo Tovar, Lennie Dale e Jorge Fernando, fizeram parte dos Dzis. E depoimentos emocionados se dizem influenciados por eles, como Claudia Raia, Pedro Cardoso, Miguel Falabela, Cesar Camargo Mariano, Marília Pêra, as Frenéticas, que assumidamente dizem ter tentado ser as “Dzi Croquettes” versão feminina, e ainda um grande e emocionante depoimento de Liza Minelli, e muitos outros grandes nomes da cultura brasileira.

Narrativa construida de forma correta, Situando o espectador para a época do grupo, apresentando os principais acontecimentos históricos da época da formação dos Dzis, . Depois então a narração continua sua historia contada de forma cronológica.

O filme tem um ritimo careta. Sua montagem é careta, seu formato peca por ser mais televisivo que cinematográfico. Pouca ousadia, mas percebe-se um cuidado no trabalho. Não é pouco ousado ou “careta” por preguiça, mas talvez, por inexperiência dos diretores.

A música em alguns momentos empolga, dá vontade de dançar, em outro, ela atrapalha, passando em cima de depoimentos, ou pelo menos interferindo demais neles.

Porém, com todos os problemas técnicos, e até concetuais do filme, ele não perde o encanto, não perde o valor, vale o ingresso.

Jair Santana

2 Respostas

  1. vi muito rapido no programa sem censura falar desse espetaculo e rapinho me apaixonei pela historia do grupo e sua proposta e to aqui louca pra ver sera que vem aos cinemas de Recife ? bejo a todos

  2. Olá!!

    Assisti ao documentário e queria comprar o DVD, aonde encontro?
    Adorei, eles foram o máximo, muito profissionais, super talentosos. Sempre entro no youtube para escutar, ” Pare Repare”.

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