“Sede de Sangue”, Park Chan-wook, 2009

Sede de Sangue

Curiosa a filmografia do diretor coreano Park Chan-wook, autor da Trilogia da Vingança com os filmes  Mr. Vingança (2002), Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005), trantado sempre em seus filmes sobre a exaustão da violência e dos limites humanos.

Chegando agora em 2010 no Brasil, vale salientar que o filme “Sede de Sangue”, recebeu Prêmio Especial de Juri no Festival de Cannes em 2009.

Na trilogia da vingança, lógico, temos a vingança, esse que é por muitos considerado o pior dos sentimentos humanos, como objeto de ação para todo o filme. Os personagens vivem em função somente desse sentimento. Não havendo limites de crueldade e temporalidade para tal.

Já em “Sede de Sangue”, a falta de limites também está em questão, porém, avessa ao que vimos na sua trilogia. Aqui, o padre Sang-hyeon (Song Kang-ho, de O Hospedeiro), com ânsia de fazer o bem, arrisca sua vida, se inscrevendo como cobaia para testes na pesquisa de uma doença incurável. Até então, a maioria das pessoas que se inscreveram para os teste foram suicidas em potencial, pois entravam na pesquisa desacreditadas na curta. Porém, Sang-hyeon consegue sobreviver inexplicavelmente dos testes realizados com ele.

Então partimos para uma segunda parte do filme. A descoberta de uma nova “doença”, assemelhando-se ao que poderiamos chamar de vampirismo. Sang-hyeon adiquire poderes, e necessidade de sangue para manter a doença sobre controle, e ainda aversão ao sol.

Temos então, um filme ligado a outro sentimento tão forte e pesado quando a vingança. A culpa. Tão conhecida pelos cristãos. Para se reforçar isso, o personagem é justamente um padre católico.

No primeiro momento a culpa por ser tão abençoado. Sang-hyeon é filho adotado de um padre, e aculpa por ser escolhido lhe atormenta. A doença também, só ataca brancos como um castigo a tudo que a raça fez contra os negros. E estes, os negros, são os pesquisadores imunes ao virus.

No segundo momento, a culpa por ser o único a se livrar de uma doença rara. O fato de ter se transformado em um vampiro, aparece muito mais como um castigo para aquele padre.


Essa relação de beneficio & castigo é muito forte no filme. Não atoa, a Igreja está muito presente no neste trabalho de Chan-wook, pois a culpa, é algo muito mais ocidenal, representado alí pela Igreja Católica, do que na cultura oriental.

No filme há quebra de um dos mais discutidos dogmas da Igreja. O selibato. E a todo momento, o castigo recai sobre Sang-hyeon. Pois com a quebra do selibato, é a mulher que arruinará sua vida. É a mulher que, assim como Eva, tirará sua paz onde, mesmo com os problemas que tem, tendo se transformado em um vampiro, é ela que lhe trará desgraças e o fará pecar. E junto com o pecado, a culpa que o atormenta e consequêntimente o castigo. Então temos um terceiro elemento de culpa muito presente. O sexo como grande elemento de perdição do personagem.

Acusado por muitos de ser um filme misógeno, Park Chan-wook apenas cria uma fábula em cima fortes dogmas da cultura ocidental.

Com um orçamento de 5 milhões de doláres, este é o primeiro filme Sul-Coreano a ser produzido por Hollywood, a Universal Pictures, aqui no Brasil lançado pela Paris Filmes em plena sexta feira santa, por irônica do destino ou não.

Fotografia bem realizada de Chung Chung-hoon, o roteiro do próprio Park Chan-wook que assina juntamente com Seo-Gyeong, apresenta toques de humor negro, violência e um final tão forte e sádico quanto a crucificação. Diria, que um final tão impressionante quanto visualmente falando.

Curiosa a filmografia do diretor coreano Park Chan-wook, autor da Trilogia da Vingança com os filmes  Mr. Vingança (2002), Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005), trantado sempre em seus filmes sobre a exaustão da violência e dos limites humanos.

Na trilogia da vingança, lógico, temos a vingança, esse que é por muitos considerado o pior dos sentimentos humanos, como objeto de ação para todo o filme. Os personagens vivem em função somente desse sentimento. Não havendo limites de crueldade e temporalidade para tal.

Em “Sede de Sangue“, o desejo, e a culpa por esse mesmo desejo, são os sentimentos que impulsionam a ação dos personagens.

Com um orçamento de 5 milhões de doláres, este é o primeiro filme Sul-Coreano a ser produzido por Hollywood, a Universal Pictures, aqui no Brasil lançado pela Paris Filmes em plena sexta feira santa, por irônica do destino ou não.

Fotografia bem realizada de Chung Chung-hoon, o roteiro do próprio Park Chan-wook que assina juntamente com Seo-Gyeong, apresenta toques de humor negro, violência. Além de um final, visualmente tão forte e sádico quanto a crucificação.

Assim como a vingança, no universo de Park Chan-wook, a culpa é outro forte motivador aos gandes movimentos do homem.

Jair Santana

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