“O Dia Depois de Amanhã”, Harald Kloser

Filme: O Dia Depois de Amanhã
Direção: Roland Emmerch
Ano: 2004
Música: Day After Tomorrow Theme
Composição: Harald Kloser
Trilha Sonora do Filme: Harald Kloser

Henry Mancini, EUA, 1924 – 1994

Henry Mancini

Henry Mancini, nasceu em 16 de abril de 1924 na cidade Cleveland,  filho de pai italiano e mãe americana. Seu pai, um exímio flautista fez com que o jovem Henry logo se interessasse por música, e ele logo começou a tocar flauta e piano. Quando adolescente foi estudar na famosa Juilliard School of Music, em Nova York (em 1942), e mais tarde fez especialização em Música para o Cinema com mestres do porte do compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco.

Com essa sua proximidade com a música desde de sua infância, Mancini criou um gosto apurado e sofisticado, se tornando um dos mais respeitados, sofisticados e pops compositores de trilhas sonoras da historia do cinema.

Durante a segunda guerra, foi convocado pelo exercito americano, mas dentro do exercito logo conseguiu trocar a infantaria pela banda, que na época era a banda do Capitão Gleen Miller. A banda ja era respeitada, e posteriormente veio obter reconhecimento internacional.

Com o desaparecimento de Gleen Miller durante uma viagem de Londres para Paris, foi Mancini quem assumiu a banda, tornando a banda do exercito, que já tinha se tornado tradicional nas mãos de seu criador, Gleen Miller, a The Gleen Miller Orchestra em 1946.

Ao voltar para os EUA após a gerra, Mancini tocou em alguns bares de jazz em Los Angeles. Com seu currículo, logo conseguiu ser contratado pela Universal City Studios, começou a compor trilhas sonoras, Irônicamente, acabou componto a trilha para o filme, “The Gleen Miller Story”, traduzido aqui como “Música e Lágrimas” em 1954. Ainda na Universal fez trilhas de filmes de terror como “O Monstro da Lagoa Negra” em 56, e o suspense “A Marca da Maldade” de Orson Welles em 1958.

Porém, foi com Moon River, música tema de “Bonequinha de Luxo” de 1961 que realmente Mancini se consagrou como um dos músicos mais bem sucedidos da historia do cinema. A música foi saudada como um clássico instantâneo, se tornando um marco para época, se tornando um novo modelo de acompanhamento sonoro para um filme, onde a tradição sinfonica daria lugar a música moderna, como o jazz.

Mancini agradou à critica e ao público, criando um novo estilo, o sofit-jazz, um jazz com orquestra e coro, que a partir daí se tornaria sua marca registrada, revisitada em vários outros filmes com suas trilhas, como em “Charada”, filme de 1963, do diretor Alfred Hitchocock, onde o tema principal, na versão em coro, se tornou outro grande clássico de sua carreira.

Depois de “Charada”, ainda em 1963 temos então o que seria a mais popular música de sua carreira, e uma das mais populares trilha de cinema de todos os tempos. Seu sucesso definitivo, a trilha do filme “A Pantera Cor de Rosa”, desde o tema principal, com um jazz em várias camadas sonoras, bem humorado ao mesmo tempo sensual, até os temas mais româticos. O soft-jazz estava definitivamente fincado na historia do cinema mundial.

Mancini foi o primeiro, e depois dele, o jazz passou a ser utilizado em trilhas sonoras. Antes, a trilha sonora dos filmes no cinema americano era quase que somente sinfônica. Mesmo que mais flexivel aos padrões mais formais de compositores heruditos.

Temos por exemplo entre os mais conhecidos Max Steiner de “…E O Vento Levou” (1939) e ainda Bernard Herman com “Psicose” (1960), “Um Corpo que Cai” (1959) e “Cidadão Kane” (1941). Trilhas maravilhosas com toda certeza, mais ainda nos tradicionais formatos sinfônicos daquela época.

A partir de Mancini, da entrada do Jazz no cinema, muitos outros compositores passaram a compor tirlhas com mais liberdade sonora. Podemos citar como exemplos Lalo Schifrin de “Missão Impossível”, Bill Conti com os filmes da série “Rocky”, Giorgio Moroder de “Expresso da Meia Noite”, Alan Silvestri de “De Volta Para o Futuro” e “Forest Gump”, entre outros, todos esses foram descendentes diretos de Henry Mancini.

Curiosamente, Mancini também compôs algumas músicas para um dos maiores sucessos da animação infantil de todos da historia. O desenho Snoopy, exibido até hoje por emissoras de TV do mundo todo, tem algumas composições de Mancini. Como a música “Linus and Lucy” entre outras.

Fora sua viagem para o exterior durante a 2° Guerra, Mancini nunca morou fora dos EUA. Conheceu sua esposa logo após voltar da guerra. Ele era pianista da banda “Tex Beneke” e ela, Ginny O’Connor, foi para uma audição. Os dois se casaram e tiveram três filhos: Christopher e as gêmeas Felice e Monica.

Desde sua infância, Henry Mancini se dedicou a música e a arte. Ao estudo, a divulgação e também ao ensino da melhor música popular. Faleceu em 1994 aos setenta anos em decorrência de um câncer, em Bervely Hills, distrito de Los Angeles, na California.

Logo dois anos depois, em 1996, foi fundado na California, o Henry Manicni Institute, para a manutenção do ensino da Música, com o qual o grande compositor e maestro se dedicou durante sua vida. Porém, tristemente, o Henry Mancini Institute fechou suas portas em 2000, por falta de apoio e verba para continuação dos trabalhos.

Jair Santana

“Jurassic Park”, John Williams

Filme: Jurassic Park
Direção: Steven Spielberg
Ano: 1997
Musica: Jurassic Park Theme
Composição: John Williams
Trilha Sonora do Filme: John Williams

“Ele Não Está Tão Afim de Você”, Ken Kwapis, 2009

Ele Não Esta Tão Afim de Você

“Ele Não Está Tão Afim de Você”, filme do diretor de comédias Ken Kwapis ( Ele disse, Ela Disse), não é tão bobo quanto pode parecer a uma primeira vista, principalmente quando pensamos em uma comédia romantica de Hollywood, ainda com um elenco jovem e bonito, onde esse parece ser o principal atrativo do filme.

O roteiro de Abby Kohn e Marc Silverstein, baseado em livro de Greg Behrendt e Liz Tuccillo, que também já serviu de inspiração para um m episódio da série de TV  “Sex and the City”, fala de ilusões e desilusões amorosas, no cotidiano de vários relacionamentos, e ainda de diferentes formas de amor e como cada um dos personagens trata isso na sua vida.

Por ser uma comédia, não se aprofunda muito nos casos, pois assim não dramatiza demais, mas mostra, algumas vezes sutilmente e outras até com certo exagero, como funciona por exemplo, a paquera, o casamento, e mesmo a relação entre amantes.

Com nomes fortes como Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Ben Affleck, Drew Barrymore e Scarlett Johansson, o filme já torna o filme uma grande atração. Apesar do grande número de personagens, o filme, até por esse elenco de caras tão conhecidas, não chega a ser confuso, com os personagens entrelaçados.

Geralmente as comédias româticas são voltadas para o público feminino, e aqui não é diferente. Porém aqui, teremos um diferencial. A vóz masculina nas relações. Alex, (Justin Long) é quem ajuda a mocinha do filme, e abre os olhos de como as coisas funcionam no mundo masculino. Isso faz com que o público masculino se aproxime do filme, algo não tão comum de acontecer em filmes do estilo.

Vale a pena então assistir sem compromisso de achar que vai ver alí uma bela obra prima, mas sim um filme divertido e que não subestima sua inteligência.

Indico para quem achava que não existia mais vida inteligente enrta as comédias românticas. Não deixa de ser comédia e nem romântica. Mas agora, não é somente um amor impossibilitado porque um é rico o outro pobre, ou um famoso o outro não. Aqui se pensou mais de uma semana no roteiro.

Jair Satana

“Ratatouille”, Michael Giacchino

Filme: Ratatouille
Direção: Brad Bird
Ano: 2007
Musica: Ratatouille Theme
Composição: Michael Giacchino
Trilha Sonora do Filme: Michael Giacchino

“Presságio”, Alex Proyas, 2009

Presságio

Alex Proyas, diretor de filmes de ficção como “Eu Robô” e “Cidade das Sombras” volta ao cinema com uma superprodução do cinema catástrofe.

“Presságio” tem uma ótima premissa. O filme começa no final da década de 50, com alunos preparando uma capsula do tempo feitas para serem abertas 50 anos depois. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. A cápsula é aberta e esses números  chegam às mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

Boa premissa mas finalização ruim. O filme apresenta bons efeitos, bons trabalhos de interpretação, um bom roteiro inicial mas acaba se perdendo no final da historia.

A mistura de elementos, misticismo e ficção, parece empolgar o diretor. Contudo, em determinado momento o filme se perde, pula de um drama familiar pra uma ação frenética e de repente para um filme fantasia. O roteiro tem boa premissa, mas parece meio solto em suas explicações, preocupando-se mais com situações que podem vislumbrar o espectador.

Certo que um filme não tem que ser totalmente mastigado e explicativo ao espectador, ainda mais sendo um filme de suspense, ficção, mas o filme tem sim, que apresentar consistência em suas abordagens e colocações, ou seja, tem que ser verossímil mesmo que dentro da realidade criada pelo próprio filme.

Ainda com esse problema do roteiro, que se apresenta principalmente no final, onde os roteiristas parece que ficaram com preguiça de terminar a historia, o filme prende e surpreende.

Como falei, o final tem grandes problemas, mas também uma grande qualidade. É surpreende. Não é um final esperado, e dificil de dizer se é um final feliz ou não.

A música de Marco Beltrami apresenta certo clima, mas o melhor é a ultilização da Sinfonia nº. 7 de Beethoven em um clima apocalíptico.

Outro ponto positivo do filme são as cenas de ação. As cenas do acidente aéreo e do acidente do metro são muito bem feitas, provando que Proyas e sua equipe técnica sabem como fazer boas cenas de ação. Percebe-se o cuidado de produção e o realismo das cenas é impressionante.O pânico, o horror dos acidentes são passados com uma realidade que assusta e angustia.

Técnicamente, é muito bem realizado, afinal é uma produção de 50 milhões de dólares, mas o roteiro realmente peca. Principalmente no seu desfeixo, que parece apelar em resolver tuda a trsma nos ultimos minutos. E o que poderia ser uma grande surpresa, na verdade se torna uma grande frustração.

Mas ainda assim, o filme diverte, prende atenção, nos deixa ansioso. Pena que realmente o fina, acaba nos decepcionando. Pena mesmo.

Jair Santana

“Simplesmente Complicado”, Nancy Meyers, 2009

 

Simplesmente Complicado

“Simplesmente Complicado”, novo filme da diretora Nancy Meyers, é um filme simples quando damos uma primeira vista. Mais uma comédia romântica “fofa”, muito comum em Hollywood. Mas quando damos uma olhada no elenco, e principalmente, na idade desse elenco, percebemos a grande diferença.

Em vez de jovens atores com rostos e corpos maravilhosos, vemos os cinquentões/sessentões como Meryl, Alec Baldwin e Steve Martin. Aí então vamos ter, com certeza, outro tipo de comédia romântica.

Porém, a formula é a mesma, encontros e desencontros amorosos, o que teremos de diferente serão os motivos desses encontros edesencontros, os problemas e as situações em que tudo acontece.

Vamos então ao roteiro, que é também de Nancy Meyers. Temos no filme a historia de Jane, que foi casada 20 anos com Jake, a qual está separada a 10 anos. Os dois tem três filhos frutos do casamento, o mais novo está se formando, e nessa formatura, que é fora da cidade, ela acabada tendo oque chamamos de “flashback” com o marido. Ou seja, uma recaida e os dois acabam na cama.

Nancy Meyers conversa com um público bem específico. Assim como em seu filme “Alguem Tem que Ceder”, o foco são relações amorosas de pessoas maduras da faixa de 50, e novamente também, a mulher é disputada por dois homens. Poderiamos então achar que seus roteiros tem uma visão feminista, se não colocassemos a escolha de um dos homens como a felicidade dessa mulher.

Seu público em geral é esse, composta por pessoas de meia idade, de 40 pra cima, que se enxergam em situações parecidas. Mas não podemos limitar tanto assim claro. Sempre se terá uma mãe ou tia em situação parecida, ou mesmo alguem de 30 anos hoje, pode ter vivido anos casado e estar divorciado, enfim, Nancy Meyers gosta de conversar com pessoas vivídas, experientes e que mesmo assim, se veêm em atrapalhadas amorosas.

E também mostrar, para o público mais novo, que seus pais, vão pra cama, sentem desejo, angustias e se apaxionam, como qualquer outra pessoa.

O filme concorreu ao Globo de Ouro de melhor roteiro. Sim, o roteiro é bom, mas achei a indicação um pouco demais. Como falei, é uma comédia romantica como as outras, com personagens de idades diferentes. Logo, com problemas diferentes. Só isso.

Boas interpretações, mas nada que surpreenda. Meryl Streep foi indicada ao Globo de Ouro e Alec Baldwin ao Bafta. O que também acho um exagero para ambos. Mesmo para Meryl que está sempre boa em seus papeis. Steve Martin as vezes parece destoar do filme, com seus exageros de sempre. Claro que isso é direção. Mas a verdade é que nem um personagem é forte o suficiente para uma indicação a prêmio.

Fotografia de John Toll, que já filmou com Coppola e Terrence Malick, está corretinha mas sem grandes tomadas ou vislumbres, assim como a música de Heitor Pereira e Hans Zimmer, ora emocionante ora divertida, é correta mas nada incrível. Heitor Pereira por sinal é um músico brasileiro e Hans Zimmer é um dos compsitores mais presentes no atual cinema americano.

“Simplesmente Complicado” é um filme honesto. Cumpre com aquilo que promete. Divertir de forma inteligente, não tratando o público de forma rasteira, mas sem se levar muito a sério. Levanta boas questões e nos faz dar boas risadas.

Jair Santana