“O Senhor dos Aneis”, Enya e Howard Shore

Filme: O Senhor dos Aneis
Diretor: Peter Jackson
Ano: 2001
Música: The Shire
Composição: Howard Shore
Trilha Sonora do Filme: Enya e Howard Shore

 

“Barrados no Baile”, Eduardo Dusek

Música: Barrados no Baile
Ano: 1986
Composição: Eduardo Dusek e Luis Carlos Goes
Album:

“Se Nada Mais Der Certo”, José Eduardo Belmonte, 2009

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Se Nada Mais Der Certo

“Se Nada Mais Der Certo”, ultimo trabalho do diretor José Eduardo Belmonte, diretor de “A Concepção. Belmonte nos apresenta um filme pessimista, porém realista, sobre a historia de um jornalista decadente e idealista, uma mãe viciada e seu filho, um taxista amargurado pelo suicídio do pai, e uma traficante bissexual, que habitam a região da Rua Augusta em São Paulo.

Região da boêmia decadente de São Paulo, a região da Augusta é cercada por tipos como os acima descritos, e também putas, clubers, baladeiros, rockeiros, travestis, skinheads, enfim, seres curiosos, decadentes e fortes, convivendo, as vezes forçadamente em um mesmo local. Pois aparentemente é uma região democrática.

“Se Nada Mais Der Certo”
filosofa, mesmo que seja assumidamente uma filosofia de botequim, questiona, mesmo que sem realmente querer encontrar as melhores respostas, e denuncia, mesmo que nada se resolva, o mundo podre que cerca essas pessoas. Sem parecer didático ou presunçoso. Apenas mostra, conta, nos coloca no mundo daqueles personagens.

Mas ainda assim, no meio de toda essa podridão, parece haver uma luz no fim do túnel. Existe uma certa melancolia, uma busca pela família inexistente, uma certa lealdade entre os personagens que nos move a torcer por aquela escória. Mesmo quando nos pegamos a torcer pelo lado errado.

Como uma de suas principais qualidades, filme traz boas interpretações de todos os protagonistas. Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras e Luiza Mariane passam uma forte realidade à seus personagens.

O diretor nos cola ao personagem principal, Leo, e sua narração nos dá um clima mais intimista, passeando por seus pensamentos. Leo, veio como um presente para Cauã, que segura muito bem seu personagem, um tipo diferente dos que costuma representar.

A fotografia de André Lavenére é muito bem realizada. Granulada e suja, com muita câmera na mão, casa perfeitamente com a linguagem documental do filme.

O roteiro é uma crítica social forte, mas é também uma crítica a certos modos de vida. E também nos deixa uma pergunta. E se nada mais der certo pra você, existe um “plano b”?

Infelizmente, a música tema e a seleção de temas para trilha sonora, de Zepedro Gollo, é fraca não ajuda a criar climas que ajudariam o filme a crescer mais ainda.

“Se Nada Mais Der Certo” é o tipo de filme nacional que não agradará ao grande público. Pois não tem final redondinho e feliz, na verdade, tem um final aberto, algo que não costuma ser recorrente no cinema brasileiro.

Por isso mesmo é um filme que não pode deixar de ser assistido. Um filme de ação inteligente, crítico, mais próximos de nossa realidade que os gangsters e terroristas de filmes americanos.

Vencedor do Festival do Rio e do Cine Ceará com o prêmio de Melhor Filme Ficção, “Se Nada Mais Der Certo” é o verdadeiro cinema nacional, aquele cinema nacional que vem assumindo uma identidade própria, não tentando copiar o formato americano.

Jair Santana

Será Que é Disso Que Eu Necessito”, Titãs

Música: Será Que é Disso Que Eu Necessito
Composição: Titãs
Álbum: Titanomaquia
Interprete: Titãs
Ano: 1993

“O Segredo de Brokeback Mountain”, Gustavo Santaolalla

Filme: O Segredo de Brokeback Mountain
Diretor: Ang Lee
Ano: 2005
Música: The Wings
Compositor: Gustavo Santaolalla
Trilha Sonora do Filme: Gustavo Santaolalla

“Há Tanto Tempo Que Te Amo”, Philippe Claudel, 2008

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Há Tanto Tempo Que Te Amo"

“Há Tanto Tempo Que Te Amo”, filme de estreia de Philippe Claudel, é um filme profundo, sensível e questionador.

A personagem principal Juliette Fontaine com uma grande interpretação de Kristin Scott Thomas, que foi indicada ao Globo de Ouro e ao Bafta por esse papel, volta pra casa depois de 15 anos presa.

Uma personagem como Juliette, que carrega uma carga dramática enorme, mas explode apenas uma vez ou duas vezes, é muito mais complexa e difícil de se interpretar. E Kristin Scott Thomas realmente prende no seu olhar, na sua postura corporal, sua interpretação é forte e sutil, O diretor fixa e não desgruda o olhar um só minuto. E ela segura o filme com grande competência.

Na vida de Juliette o “voltar pra casa” não seria bem a palavra certa. Ela foi presa por um assassinato, então a família se desligou dela. Os pais, a irmã, ex marido, enfim, ela não tem mais essa “casa” a qual poderia voltar.

Auxiliada pela assistência social que entra em contato com sua irmã para ajudá-la a se recolocar na sociedade, Juliette em nem um momento mostra-se interessada nesse regresso social.

A personagem é misteriosa, calada, contida e pouco carismática. Começamos o filme antipatizando com o jeito de Juliette. Aos poucos as informações nos são passadas. Começamos então a entender o que se passou, a entender o porquê do perfil da personagem e também suas revoltas, a revolta da família e amigos contra ela.

A única relação de afeto que retorna com seu regresso é de sua irmã Lea (Elsa Zylberstein). Ao mesmo tempo em que sua irmã lhe recebe de braços abertos, Juliette parece renegar esse afeto, procurando não criar nem um tipo de intimidade, Essa relação entre as duas terá que ser reconstruída, pois Juliette sente-se traída, pois foi abandonada durante 15 anos por todos.

Então se explica através da irmã, o próprio nome do filme. Juliette sempre esteve nos pensamentos de Lea, e isso é explicado de uma maneira leve, porém emocionante.

O filme chega um momento então que nos coloca contra a parede. Faz com que nos pensemos sobre nossos valores, nossos conceitos e preconceitos.

Um dos momentos mais emocionantes do filme está no encontro entre Juliette e sua mãe que sofre de Alzheimer. O crime foi esquecido mas sua mãe lembra dela e tenta buscar um abraço.

“Há Tanto Tempo Que Te Amo”, é filme sobre questões humanas, que toca e emociona. Personagens fortes, roteiro bem amarrado, onde tudo nos é entregue devagar, com palavras soltas, com gestos mais que com frases explicativas, e ao final temos todas as informações necessárias para amarramos o perfil e a historia da personagem.

Jair Santana

“Babel”, Gustavo Santaolalla

Filme: Babel
Diretor:Alejandro González Iñárritu
Ano: 2006
Música:Bibo No Aozora + Endless Flight
Compositor: Ryuichi Sakamoto + Gustavo Santaolalla
Trilha Sonora do Filme: Gustavo Santaolalla