“A Troca”, Clint Eastwood, 2008

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A Troca

Clinton Eastwood tem se mostrado cada vez mais, que nasceu pra ser diretor, e não ator.

Depois de filmes como “A Menina de Ouro”  “Como Meninos e Lobos”, o diretor chega com “A Troca”, filme com a atriz pop e politicamente engajada Angelina Jolie, sobre, acima de tudo, “INJUSTIÇA”.

Mais que uma guerra Davi&Golias, Eastwood aqui relata, uma historia real, da luta de alguém pela esperança, e acima de tudo, pela justiça. Mas a personagem Christine Collins, não é a mulher boazinha e heroina, é sim, uma mulher forte e egoísta. Collins não teria feito nada, lutador por nada, se não fosse por um motivo extremamente pessoal e em certo ponto, vingança.

Angelina Jolie dá um show de interpretação. Esqueçam a Angelina gostosa, bonita e etc… por que EU mesmo fui com pé atrás por isso, sua interpretação é dificil, pois apesar de sofrida, forte, é contida. É muito mais facil interpretações explosivas que contidas como é a personagem Christine Collins.

Desculpe o cinema nacional, mas Angelina dá um baile em Sandra Corveloni, ganhadora de melhor atriz em Cannes com o “Linha de Passe” de Walter Salles. As duas estavam concorrendo pelo prêmio em Cannes.

Um ponto que me chamou atenção foi a bela música. Sensivel, intimista, delicada…esperei pra saber de quem era. Surpresa. O próprio Clint Eastwood era o compositor da trilha.

Ron Roward é o produtor do filme. Roward é produtor de filmes como “O Jornal”, “Código de DaVinci” e outros. Ou seja, é uma grande produção, com o estilo “alternativo” de Clint.

 

 

Na verdade, Clint Eastwood não pode ter uma classificação muito clara. Esta entre o “alternativo” e o “conservador”. Digamos que, está além de classificações.

“A Troca” é um filme revoltante. Com nossa própria atitude omissa diante de tanta injustiça. A prova, que a voz, que o grito, pode sim dar resultado.

Ao mesmo tempo, em que, Collins era passiva demais, contida demais, o personagem é totalmente condizente com sua época. E isso também é revoltante. Me surpreendi com o filme, o que não deveria, depois do currículo de direções maravilhosas de Eastwood.

É um filme que vale a pena ser visto e relembrado sempre. Lembrado de como o governo deturpa os fatos, de como as informações são manipuladas. Lembrado de como podemos mudar alguma coisa se realmente quisermos. Sim, o filme discute tudo isso, apresentando uma historia real, uma heroína de origem humilde, uma mulher em uma época que as mulheres não tinham força social.

“A Troca” concorre ao Oscar de melhor atriz com Angelina Jolie, ainda a Melhor Fotografia, com a belíssima fotografia de Tom Stern, e ainda de Direção de Arte, a cargo de Patrick M. e Sullivan Jr. que é realmente impressionante, apresentando grandes planos abertos de uma Los Angeles que não existe mais.

O filme vem colocar Angelina Jolie, não mais como a “gostosa de Hollywood” mas agora, no hall de atrizes de verdade, não pelo Oscar, ou por qualquer indicação ou prêmio que ganhou ou venha ganhar, mas sim pelo personagem e belo belíssimo trabalho que apresentou.

Jair Santana

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