“Casamento de Rachel”, Jonathan Demme, 2008

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Casamento de Rachel

O novo filme de Jonathan Demme, é no mínimo diferente de tudo que ele ja fez até então. Um drama familiar, mais estilo “Dogma 95” do cinema americano, contrariando o estilo usual do diretor.

Para nos situarmos, Jonathan Demme é diretor de um dos maiores vencedores do Oscar da historia que é “Silêncio dos Inocentes”, um dos poucos filmes da historia do cinema a ganhar os 5 principais prêmios. Demme é também diretor de “Filadélfia” e “Sob Domínio do Mal” por exemplo.

O filme traz no papel principal Anne Hathaway, como Kim, uma ex viciada, que volta pra casa às vésperas do casamento da irmã Rachel, interpretada por Rosemarie DeWitt. Essa reunião familiar levanta questões delicadas, como a morte de um irmão mais novo, a separação dos pais, o próprio relacionamento entre as irmãos Kim e Rachel.

Anne Hathaway realmente dá um show de interpretação, mas está sendo superestimada pela crítica americana. Recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz, perdeu para Kate Winslet em “O Leitor”. Um show também dá Debra Winger, na pele de Abby, mãe de Kim e Rachel.

Na verdade, a interpretação de Anne Hathaway lhe rendeu não só a indicação ao Oscar, mas ainda do Globo de Ouro , que também difouc com Kate Winslet, e na Independent Spirit Awards. O roteiro também foi indicado na Independent Spirit Award como melhor roteiro de estreia.

O filme fala de uma mãe louca, uma filha patricinha, um pai ausente, uma segunda filha viciada e um filho morto em um acidente de carro que a irmã viciada dirigia, e todos conflitos que podem surgir a partir daí. Um forte drama familiar, cheio de pendencias, acertos de conta, sentimentos ocultos.

Em síntese, o filme coloca que as famílias têm problemas sim, se amam sim, e tem que aprender a conviver com tudo isso, e não simplesmente tentar colocar pra baixo do tapete. Em um determinado momento, tudo vem a tona.

Filmado com câmera na mão, luz o mais naturalista possível, edição rápida, o filme busca características mais de documentários que de ficção. Parecendo por vezes, um vídeo de família simplesmente. Essa aproximação dá uma aproximação personagem-espectador que fortalece a dramaticidade do filme.

Jair Santana

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Uma resposta

  1. […] um drama familiar forte e uma estética moderna, acompanhando propostas cinematográficas como de “O Casamento de Rachel” , de Jonathan Demme por […]

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