“Batman – O Cavaleiro das Trevas” – Christopher Nolan, 2008

batman-cavaleiro-das-trevas-poster03“Pra quem achava que não existia vida inteligente no cinemão, assista ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Esse comentário não é meu, e sim de um dos maiores pensadores e críticos de cinema no Brasil, Luiz Carlos Mertem.

“Batman – O Cavaleiro das Trevas” é o mais surpreendente filme de um heroi de quadrinhos realizado até os dias de hoje. Apesar de algumas críticas sobre supostos furos de roteiro, achei o contrario, o roteiro muito bem amarrado. A fotografia noir de Wally Pfister muito bem realizada, com detalhes surpreendentes, como ser mais escura nas bordas que no centro por exemplo. Algo típico do cinema noir e fotografias antigas.

O filme conta com um elenco estrelar, Christian Bale (Bruce Wayne / Batman), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Morgan Freeman (Lucius Fox), Gary Oldman (Tenente James Gordon) , que também trabalharam no ótimo “Batman – Begins”.

Mas esse novo filme da série “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, conta com um plus. A surpreendente interpretação de Heath Ledger como o Coringa. Digamos que na minha opinião, não temos um vilão como esse desde o Hannibal Lecter interpretado por Anthony Hopkins em “O Silêncio dos Inocentes” em 1991. Ledger realmente foi uma perda monstruosa para o cinema.

E nesse filme isso fica muito claro. É de emocionar, o fato de que não teremos mais o prazer de vê-lo na tela. Não teremos mais novos filmes com esse, que até então, foi com certeza, o maior ator de sua geração.

 

 

Assim como no primeiro Batman de Nolan, Gothan City é uma cidade caótica no meio de violência, mafiosos, e uma polícia corrupta. Não muito diferente da maioria das grandes cidades do mundo, e talvez, essa aproximação e identificação com o público, seja uma das grandes armas do filme.

Identificação não com um personagem ou outro, mas pelo estado de “cansado” com tudo que está havendo, e a busca, por um herói, não necessariamente, politicamente correto, já que as coisas se encontram em tal ponto, que não mais esperamos, nós cidadãos comuns, e o povo de Gothan, que haja justiça, e sim um justiceiro.

Um detalhe interessante. Acho que o filme ficou tão bom, como ficou por um motivo muito importante. Nolan, além de roteirista e diretor, é o produtor do filme. Ou seja, o filme é como cinema autoral. Algo cada vez mais dificil principalmente nos EUA, mais principalmente ainda em cinema Hollywoodiano. Nolan tem poder absoluto sobre o filme, e isso é o verdadeiro cinema. O produtor não é um artista, o diretor sim.

Fica agora, a espera de um próximo Batman de Nolan. Qual será o vilão que ele irá enfrentar? Será que ainda podemos esperar mais um Batman? Será que ainda cabe mais um Batman desse desse que foi surpreendentemente maravilhoso?

Jair Santana

Uma resposta

  1. […] Nolan, rege o filme com maestria. Realmente, sua filmografia (Amnésia, Batman – Beggins, Batman-O Cavaleiro das Trevas ) tem provado que já pode ser colocado como um dos maiores diretores de sua geração. Ainda mais […]

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