“O Dia em que a Terra Parou”, Scott Derrickson, 2008

 

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O Dia em que a Terra Parou

É preciso, antes de tentar comparar as principais diferenças entre os dois filmes, entender  o contexto histórico dos dois filmes. O primeiro vinha logo depois do término da segunda guerra, e no inicio de uma guerra fria que durou mais de 30 anos. Seu debate principal, era a busca pela paz. O alienígena Klaatu, bem menos ameaçador, vinha trazer uma mensagem de paz entre os homens.

O segundo filme, refilmagem do mesmo roteiro em 2008, dirigido por Scott Derrickson, vem com uma mensagem voltada para o principal problema da humanidade atualmente. A ameaça humana ao ecossistema. A destruição da natureza pelo homem, traz a terra, um Klaatu bem mais ameaçador, com o objetivo de salvar a terra dos seres humanos. E para isso, terá que destruir a humanidade.


Orçado em 80 milhões de dólares, o filme tem bons efeitos, porém nada de novo é apresentado realmente. A revoada de insetos devastadores por sinal, mais parece o monstro de fumaça da série “Lost”.

Diferente da primeira versão também, o foco principal não é o momento em que a terra para realmente, situação onde na primeira versão, Klaatu prova o poder que pode ter sobre a terra.  

O foco fica na perseguição ao alienígena vivido por Keanu Reeves, ator que está cada vez mais a cara de filmes de ficção, até o seu figurino parece ser sempre o mesmo. Temos ainda a personagem Helen Benson, uma astrobióloga, interpretada por Jennifer Connelly. Jennifer dá o clima melancólico que o filme precisa para tocar o coração de Klaatu.



Algumas situações da vida pessoal de Helen soam um tanto exageradas, como a de seu enteado que não esquece o pai, por mais que o pai dele tenha morrido quando o garoto tinha apenas um ano de vida. Na primeira versão, Helen era funcionaria do governo, agora uma cientista.

Chama atenção ainda a personagem Regina Jackson, interpretada pela maravilhosa Kathy Bates. Personagem esse que os críticos americanos ja chamaram de uma mistura de Hillary Clinton e a derrotada candidata à vice-presidência da chapa republicana, Sarah Palin. Certos momentos  também com um tom exagerado, o personagem vale mais pela presença da forte Kathy Bates.

O robô gigante na nova versão veio bem mais assustador, mas manteve as linhas do robô original. Claro, com muita melhorada, pois o da primeira versão chega a ser, digamos…. tosco. Se fez muita critica ao se manter as mesmas linhas no robô, eu porém gostei da releitura.

Algo chega a incomodar de tão gritante, é quantidade de merchandising e tão mal disfarçada. Começa pelo carro, passa por marca de fast food, relógio e até celular. Tudo muito evidente.

Talvez por ser fã de ficção, eu goste do filme mais do que realmente mereça. O final do filme também deixa a desejar, pois nada de se conclui e também não se deixa questões no ar. Mas ainda assim, o filme vale uma conferida. Nem que seja para conferir a refilmagens de um dos maiores clássicos da ficção cientifica. Principalmente claro, aos fãs de ficção.

Jair Santana

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