“Ao Entardecer”, Lajos Koltai, 2007

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Ao Entardecer

Segundo filme do diretor Lajos Koltai, que parece estar se especializando em dramas. O primeiro “Sem Destino” foi vencedor de prêmios de fotografia e trilha.

O principal destaque de “Ao Entardecer” é sem sombra de dúvidas a reunião do elenco estrelar, com nomes como Vanessa Redgrave, Toni Collette, Claire Danes, Glenn Close, Meryl Streep e Natasha Richardson.

Curiosa a participalão de Mamie Gummer, filha de Maryl Streep na vida real, que divide o mesmo personagem com a mãe em épocas distintas, o mesmo ocorrendo com Vanessa Redgrave e Natasha Richardson.

Mais que família ou romance, “Ao Entardecer” fala de relações humanas, sonhos, idealizações. O filme, conta as idas e vindas na vida da personagem Ann Grant, vivida por Claire Danes. Seus amores, ilusões e desilusões, sua familia, e sua então, doença terminal.

Sim, existem tem todos os clichês de um bom dramalhão. A morte de um personagem querido, música triste, linda fotografia, lágrimas, mas então podemos afirmar que o filme é dramalhão? Sim,é um dramalhão, e é um bom filme. Um adjeivo não elimina o outro.

Música do polonês Jan A.P. Kaczmarek da um tom maior ainda a tristeza, e até certo peso dramático ao filme, que parece ter um ou dois momentos mais alegres.

Filme pra chorar. Ele muito claramente tem essa pretensão. Para pensar e pra se questionar, sobre nossas decisões, sobre como nos passos hoje, nos guirão a um por uma vida inteira.

 

 

O filme apresenta uns equívocos, na construção dos delírios de Ann, que poderiam ser excluídos sem fazer falta. Na verdade, há um certo exagero nesse sentido. Lajos perde a mão e o objetivo central, quando exagera nos delírios de Ann.

Outro ponto, forte e pouco usado é o elenco. Nomes como Glenn Close e Maryl Streep aparecem mais como uma participação especial. Apesar do nome das duas aparecerem no cartaz. Duas ótimas atrizes pouco exploradas no filme.

O filme prende, emociona, mas não marca. Esqueceremos ele infelizmente, no meio de um monte de outros filmes parecidos. Vale por muitos pontos, mas poderia ser bem mais trabalhado, pois tem muitos elementos para ser um drama inesquecível.

Jair Santana

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“Na Natureza Selvagem”, Eddie Vader

Filme: Na Natureza Selvagem
Diretor: Sean Penn
Ano: 2007
Música: Guaranteed
Composição:
Eddie Vadder
Trilha Sonora do Filme: Eddie Vadder

“Rebobine Por Favor”, Michel Gondry, 2008

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Rebobine Por Favor

Ao contrario da maioria do público, que vê o filme como uma grande comédia de paródias, ou dos críticos, que vêem o filme como um debate com a questão memória / tempo, vi, “Rebobine Por Favor”, o novo filme de Michel Gondry, como uma grande ode ao cinema.

Algo meio “Cinema Paradiso”. Claro, cada um em seu estio e tamanho. “Cinema Paradiso” é mais denso e poético, por exemplo. “Rebobine Por Favor” é mais leve e, digamos assim, afetuoso.

Parece uma grande declaração de amor ao cinema pop das décadas de 80 e 90, que provavelmente tiveram algum contato na vida do diretor.

Na verdade, Michel Gondry ficou primeiramente conhecido como diretor de videoclipe, como alguns da cantora Bjork, Massive Attack, Beck, The White Stripes e Radiohead por exemplo.

Gondry nasceu na França, em apenas seu segundo filme, ganhou grande reconhecimento internacional, com seu filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, ganhador do Oscar de melhor roteiro original. Roteiro esse que escreveu ao lado de Charlie Kaufman.

Reconhecido por deslumbrantes efeitos visuais, tanto em seus clipes como em seus filmes, “Rebobine Por Favor” é totalmente avesso a isso. Nada de grandiosos efeitos, apenas a criatividade e materiais toscos, para reproduzir grandes sucessos do cinema comercial.

 

 

Tudo na verdade parece uma grande brincadeira. Porém, dentro dessa brincadeira, Gondry levanta questões interessantes, que vão desde memória versus o novo, e essa memória vai da histórica a afetiva. Como filmes “suecados”. Expressão criada por eles.

Até que ponto, uma obra de arte, seja ela um grande quadro, uma música ou um filme, popular ou não, pode ser copiado, não como autêntico, mas pode ser lido de uma outra forma, sem que possa haver, negociação no meio.

Uma obra de arte deve ter seu acesso facilitado ou dificultado ao grande público? Deve, ou pode existir, ganhos a partir de uma releitura teatral, cinematográfica, musical ou seja lá o que for? O dinheiro é mais importante que qualquer obra de arte (daí as negociações de direitos autorais)? O que devemos considerar obra de arte e objetos comerciais apenas? O que é arte?

Pode-se pensar nisso tudo no filme, ou apenas, divertir-se. Pois “Rebobine Por Favor” é assim. Podemos fazer várias leituras. Como toda e qualquer obra de arte, não há preto no branco.

O final do filme em especial é um grande presente. Nada é fechado. Não sabemos se o final será feliz ou triste. Temos uma bela exibição, e uma questão a se resolver em seguida. Mas façamos melhor, ou melhor, Gondry nos deixou mais confortáveis. Deixamos em aberto. Para que finalizar?

Jair Santana