“Igual a Tudo na Vida”, Woody Allen, 2003

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Igual a Tudo na Vida

Mais uma vez Woody Allen, nos trás um filme inteligente, perturbador, e engraçado. Perturbador, por que Woody coloca em cheque, paixões, vida profissional, relações de um modo geral, e outras coisas do nosso cotidiano, que por mais que chegue a nos perturbar, passamos sem nos questionar.

Em “Igual a Tudo na Vida”, Woody Allen, escreveu o roteiro, dirigiu e também atua. Isso na verdade não é novidade nem uma. Em grande parte de seus filmes, Woody Allen costuma fazer essa difícil tarefa.

No filme Woody interpreta David Dobel, um artista, escritor e pensador, além de falastrão, judeu e paranóico, como a maioria dos personagensm que interpreta. David então escolhe Jerry Falk (Jason Biggs), para ser seu protegido. E Falk o aceita como mentor intelectual e amigo.

Enquanto Falk vive uma conturbada relação com a inusitada e explosiva Amanda, interpretada pela ótima Christina Ricci, uma das melhores atrizes de sua geração, Falk é aconselhado por Dobel sobre sua vida.

Dobel e Falk sempre se encontram para longos passeios vespertinos no Central Park, e pelas ruas de Nova York, onde os dois discutem as artes, o cotidiano, o anti-semitismo, o terrorismo e também as mazelas que atormentam vida do jovem Falk.

 

 

São decisões difíceis, caminhos que se devem tomar, mas nada que seja impossível, apenas “igual a tudo na vida”, como diz Dobel. Nada é pior ou melhor do que as decisões difíceis que tomamos todos os dias. Casamos ou nos separamos? Aceitamos o emprego novo ou continuamos na segurança do antigo?

O inteligente está, em se discutir coisas comum, de maneira sarcástica e engraça, ao mesmo tempo que seriamente colocada, como Woody Allen costuma fazer em seus roteiros. É um filme que questiona muito nossas posições.

O filme conta ainda com o divertidíssimo e quase esquecido Danny DeVito, fazendo o papel de Harvey, empresario espertalhão de Falk. Uma fotografia funcional, que não chama tanta atenção, como costuma acontecer nos filmes do diretor, onde a grande chave é o roteiro. Apresenta ainda longos planos interessantíssimos, das conversas entre Dobel e Fakl, câmera parada, e texto, texto e texto.

Woody Allen não precisa de firulas. Seu cinema é autêntico. Se sustenta pelo roteiro, não por efeitos.

Jair Santana

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