“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, Michel Gondry, 2004

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Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Segundo filme do diretor Michel Gondry, que é um reconhecido diretor de clipes músicais, como da cantora Bjork e do grupo Daft Punk, além de diretor de públicidade. Seu primeiro filme,  “Natureza Quase Humana”, foi bem aceito pela crítica,  dando gás para logo realizar seus segundo filme. 

Michel Gondry é um talentoso mestre de imagens, sempre valorizando enquadramentos e visuais inusitados, mas não exagerados. Ele nos prende, por sua contrução de quadros, e sua velocidade de nos contar suas histórias. Que sempre acontecem, como na velocidade dos pensamentos. Somamos então Gondry, ao talentoso roteiro de “Brilho Eterno…”, cujo o roteirista, é do também diretor Charlie Kaufman ( de Synecdoche, Nova Iorque) , mesmo roteirista do maravilhoso e inusitado “Quero ser John Malkovich” e do confuso “Adaptação”.

A melhor coisa que ja li sobre o filme, e adotei pra mim foi : 
“Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar.”
Bernardo Krivochein (Critico Carioca)

É totalmente isso, o filme faz você se questionar, parar e pensar, discutir, debater. Um filme que já nasceu grande, com ótimas interpretações, até um ator médio como Jim Carrey esta bom no filme, já a Kate Winslet está maravilhosa com sempre.

Sua historia? Muito resumidamente, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” é  sobre alguém que tenta apagar um amor da memória, para assim, não mais sofrer, e esquecê-la de vez através de um tratamento .novo e experimental.

A música do filme é outro ponto muito acertado. A música tema “Everybody’s Got to Learn Sometime”, do Beck, é de uma sensibilidade, e casa muito bem com o clima e com historia do filme.


 

O filme tem um ritmo que prende a atenção, não deixa ninguém piscar, e se você insistir em piscar, pague outra entrada e assista novamente porque com certeza você perdeu algo importante na historia.

Confesso que as vezes me sentia perdido, mas logo me encontrava, confesso que no inicio eu meio que me neguei a embarcar, mais porque achava que o Kaufman iria me entregar tudo de bandeja. Mas ele te faz entrar nas mesmas paranóias do personagem principal, então não sabemos nada mais do que ele, o personagem Joel Barish (Jim Carrey) sabe.

 O filme tem um roteiro extremamente inteligente e novo,  sem furos, bem colocado, bem feito, com uma premissa tão absurdamente interessante que não deixa nada roubar a atenção do roteiro. Nem as interpretações nem a direção, você esta ali preso , acima de tudo, ao roteiro maravilhsamente bem escrito. O Oscar mais merecido dos ultimos tempos.

O título do filme foi retirado do poema “Eloisa to Abelard”, de autoria de Alexander Pope. O mesmo poema já havia sido usado pelo roteirista Charlie Kaufman em “Quero ser John Malkovich” de 1999.

Um filme imperdível, para quem já viveu um grande amor, para quem ama boas historias, aos cinéfilos ele é mais que obrigatório, já nasce um clássico.  Será desses filmes adorados, daqui a 10, 20 anos, pois não é datado, como muitos filmes românticos que chegam até nos.

 

Jair Santana

Uma resposta

  1. […] o novo filme do hypado e ótimo Chalie Kaufimano. O roteirista de filmes como “Adaptação”, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” e “Quero Ser John Malkovich”, errou feio no seu novo roteiro e na sua estreia na […]

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