“Festim Diabólico”, Alfred Hitchcock, 1948

Festim Diabólico

Festim Diabólico

Pode-se dizer, que “Festim Diabólico” é, se não o mais, um dos mais ousados filmes de Alfred Hitchcok. tecnicamente falando, com toda certeza, é o mais ousado. Apresentou algo novo para o cinema. Plano sequências espetaculares já haviam sido trabalhados por Orson Welles por em “A Marca da Maldade” por exemplo.

Porém, até Hitchhock, nem um diretor tinha sido tão ousado quanto ele. O filme foi todo rodado em planos seqüência. Na época, o diretor conseguiu o máximo que se podia conseguir, e realizou o filme em oito planos de dez minutos, que era o tempo máximo do rolo cinematográfico naquela época.

A edição do filme é feita de maneira tal, para que seus cortes sejam imperceptíveis, Geralmente a câmera fechava na costa de um dos personagens, trocava-se o rolo de filme, e voltava para mesma cena, continuando o mesmo movimento.

Hitchcock é um diretor de ousadias. Tanto tecnicamente como dramaturgicamente falando. Seu cenário em “Janela Indiscreta” por exemplo, virou atração para os próprios técnicos, diretores e atores de Hollywoody, a ousadia de seu roteiro em Psicose” de mudar de protagonista apos meia hora de filme foi realmente inovadora.

A historia de “Festim Diabólico” se passa todo em um apartamento. Cenário construído especialmente para esse tipo de filmagem. Em 1948, as câmera eram bem maiores e de difícil locomoção, então o diretor junto com sua equipe criaram um carrinho especial para câmera, e o cenário foi todo construído com paredes móveis, que se locomoviam conforme o movimento de câmera,abrindo espaço para esse carrinho passar sem problemas.

Hitchhock, assim como Stanley Kubrick, não media esforços para adaptar a tecnologia que lhe era disponível para realizar seus trabalhos. O diretor Stanley Kubrick, em seu filme “Barry Lyndon” por exemplo, filmou seu roteiro de época, sem luzes de cinema, e sim, somente com velas e luz natural. Para isso, utilizou lentes especiais encomendadas para técnicos da NASA.

O roteiro de Festim Diabólico, o primeiro filme colorido de Hitchhock, foi inspirada no caso real de Leopold-Loeb, dois estudantes da Universidade de Chicago que cometeram um assassinato de forma bem parecida com a mostrada no filme.

Impossível não remeter a forma de realização de “Festim Diabólico” a um tipo de leitura mais teatral. Por se concentrar em um só cenário e todos os personagens estarem quase sempre presentes no “palco”. O diretor, “mestre do suspense” como é conhecido, tira de seu roteiro, o máximo de tensão que se conseguiria.

Boas interpretações, dão veracidade merecida ao roteiro, é de Hitchhock a frase, que diz atores devem ser tratatos como “gado”, assim então, se consegue tirar deles o que se quer. Frase polêmica, mas que não dimiuiu a vontade de grandes atores trabalharem com o diretor.

Em “Festim Diabólico, James Stewart como Rupert Cadell e o ótimo John Dall dando vida ao denso Brandon Shaw, que representam a dupla principal. O filme conta ainda com atores de teatro consagrados na época como Cedric Hardwicke (Sr. Kentley) e Constance Collier (Sra. Atwater). Contatamos também com Farley Granger na pele do professor Phillip Morgan, o principal rival intelectual da dupla, e o único capaz de descobrir o assassinato.

Jair Santana

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