“Os Simpsons – O Filme”, David Silverman, 2007

Os Simpsons - O Filme

Os Simpsons - O Filme

Não sei falar que o filme não se distancia tanto do desenho é um elogio ou uma depreciação. Pra mim, prefiro entender como elogio. “Os Simpsons – O Filme” de nada decepciona os fãs do desenho, desde de sua nova abertura, a todo conceito do desenho que nada se perde durante o filme.

Na verdade, o que realmente surpreende aos antigos fãs é a tecnologia usada pro desenho.

O roteiro agora, apresenta uma historia politicamente correta, mas não comportada. O fundo moral é politicamente correto, mas sem encaretar. Homer mais uma vez é o grande responsável pela maior parte das confusões no desenho.

O desenho foi criado por Matt Groening, em 1987 e a partir de 1988 passou a ser transmitido semanalmente pela rede FOX. James L. Brooks, diretor de filmes como “Laços de Ternura” e “Melhor é Impossível” é produtor e um dos roteiristas do filme e do setiado a 19 anos.

“Os Simpsons, como poucos produtos artísticos antes dele, diluiu fronteiras entre a alta cultura e a cultura de massa, realizando o velho sonho do artista plástico Andy Warhol” – Revista BRAVO de Agosto e 2007.

Nada explicaria melhor o que é “Os Simpsons” do que essa frase. Humor inteligente, refinado, sarcástico e ao mesmo tempo, a liberdade de se chegar ao popular pastelão. Assistir repetidas vezes um episódio de “Os Simpsons” é quase que se surpreender sempre com uma nova piada nas entrelinhas a cada vez que assistir. Seja uma frase, uma imagem, um personagem de fundo.

A família Simpsons já receberam visitas que vão de Tom Wolf a Hitchcock, de Tony Blair a Stephen Hawk, foram da Austrália ao Brasil. Quase tudo já passou pelo desenho, e o melhor de tudo, é que as coisas nunca se repetem.

O nome “Simpsons” hoje dificilmente passam sem causar algum reboliço. Alguns meses atrás, o jornalista Willian Bonner, foi obrigado a dar explicações sobre seu comentário, em que f ala que “a média do espectador do Jornal Nacional é estilo Homer Simpson”, ou ainda, quando durante seu governo, Tony Blair, o então primeiro ministro inglês, no meio da Guerra do Iraque, saiu da Inglaterra, para dublar seu personagem, o próprio Tony Blair em um episódio, o que rendeu enormes críticas a ele. Ainda tivemos o caso do governo brasileiro, que se ofendeu tanto, ao ponto de ameaçar a FOX de processo, quando no desenho, o Brasil era um país violento e exótico. Alguém pode falar o contrário?

O Brasil é um pais onde mulheres dançam na boquinha da garrafa e organizações criminosas como PCC ou Comando Vermelho podem parar as maiores cidades do país.

Voltando ao “Os Simspons -o Filme” , o que podemos realmente afirmar é que é tão bom e inteligente quanto a série. Bom roteiro, boas piadas, boa mensagem, tecnologia inovadora. Recebeu indicação do Globo de Ouro e do BAFTA de Melhor Filme de Animação.

Jair Santana

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