“Salvador” de Manuel Huerga, 2006

Salvador

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“Salvador” conta a história real do militante, assaltante de bancos e anarquista Salvador Puig Antich, integrante do grupo Movimiento Ibérico de Liberación, cuja execução, em 1974, instalou uma polêmica que ajudou a decretar o fim da Ditadura Franquista e o retorno da democracia ao país.

O filme acompanha as desesperadas tentativas da família, dos colegas e dos advogados de Salvador Puig, para evitar sua execução pelo governo. Com roteiro de Lluís Arcarazo, baseado em livro do jornalista espanhol Francesco Escribano.

Apesar de toda crítica, dos próprios espanhois em cima do filme, principalmente por se tratar de um símbolo nacional, acredito que o diretor Manuel Huerga estava mais interessado em nos aproximar da pessoa Salvador, do que no mito político. Nos mostra o quanto a ditadura nos faz mal, além da questão social, mas principalmente no “pessoal” .

Salvador é protagonizado pelo ator espanhol que todos acham ser alemão, Daniel Bruehl, dos ótimos, “Adeus Lenin” e “Edukators”. O ator teve educação bilíngüe em alemão e espanhol. O que deu a ele, oportunidade de atuar tanto em uma língua quanto em outra. Na verdade, essa foi a primeira vez que Daniel Bruehl filmou sua cidade natal, que é Barcelona.

O filme concorreu por uma vaga no Oscar pela Espanha mas não foi classificado. A disputa de “Salvador” contou com filmes como “Volver” do Almodovar, e com “Alatriste” de Arturo Pérez, a produção mais cara feita pela Espanha até hoje, e que também nos apresenta um pouco da historia recente espanhola. O filme vencedor para representar a Espanha no Oscar nesse ano foi “Volver”.

Premiado com o Goya de Melhor Roteiro Adaptado, concorreu ainda com Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Daniel Brühl), Melhor Ator Coadjuvante (Leonardo Sbaraglia), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Produção, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.

A bela fotografia, ficou a cargo do espanhol David Omedes. Outros pontos fortes no filme são a direção de arte, e a trilha de Lluís Llach Para um filme de época, esse casamento torna-se essencial.

O filme, é muito bonito, visualmente e dramaturgicamente falando. Talvez um pouco mais longo do que deveria, mas não chega a cansar. É emocionante, sem ser piegas com essa proximidade do personagem. É forte, violento, e revoltante. Como toda ditadura.

Jair Santana

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