“A Goiabeira” – Edi Lopez

A Goiabeira

A Goiabeira

Sinopse

Sebastiana e Joaquim fazem uma promessa perante uma de goiabeira. Ele está indo para o Rio de Janeiro a procura de trabalho, mas promete voltar e se casar com ela. Joaquim viaja e Sebastiana fica anos esperando por ele debaixo da goiabeira costurando seu vestido. Joaquim volta, mas trazendo uma surpresa.

Ficha Técnica

Direção e Roteiro: Ed Lopez
Ass. de Direção: Cedric
Produção Executiva: Aleques Eitere
Produção: Samuel Strappa
Ass. de Produção: Fernanda Lima e Anna Bastos
Fotografia: Heloisa Hurahy
Câmera: Heloisa Ururahy (Serinha)
Som Direto: Michael Warmann
Música: Marcelo Doca
Montagem: Luiza Marques, Fernando Secco, Raphael Mesquita
Maquiagem: Juka Goulart, Raquel Araújo
Figurino: Ligia e Larissa Rovertal
Continuidade: Natacha Marcato
Cenografia: Gianna Laroca e Detinho
Produtora: FBCU

Prêmios

Melhor Filme no Curta Noite 2006
Melhor Roteiro Original no Festival de Gramado 2006
Melhor Atriz no Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora 2006
Curta convidado para mostra Internacional de Las Palmas en Granária – Espanha. Só foram dois filmes brasieiros selecionados, “A Goiabeira” e o “Cão Sem Dono” do Beto Brant.

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“Do Outro Lado”, Fatih Akin – 2007

Do Outro Lado

Neste seu segundo filme,  Fatih Akin , diretor de “Contra Parede”“Soul Kitchen”,  retrata o comportamento da “nova” comunidade europeia e também, de um modo geral, do mundo globalizado. Um mundo onde se perdeu a identidade nacionalista, e continua-se buscando e falsamente se lutando por ela.

“Do outro lado” conta com bom roteiro, apesar de as vezes tornar-se um pouco confuso, do também diretor Fatih Akin. Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e também do European Film Awards, além de indicações de melhor filme e direção. Foi representante da Alemanha no Oscar de melhor filme estrangeiro.

O filme conta com ótimas interpretações. Principalmente dos coadjuvantes, como a mãe alemã, interpretada pela ótima atriz alemã Hanna Schygulla e o pai turco. Em especial a cena de Susane, a mãe, no quarto do hotel na Turquia ao ir buscar a filha, é antológica.

A fotografia de Rainer Klausmann é um tanto simplória e pouco trabalhada, mas ainda assim não chega a comprometer. Rainer Klausmann é em sua maioria fotografo de TV. Ta aí a explicação.

Os personagens sofrem de um falta de identidade e objetivos por conta do caótico mundo moderno em que vivem, ou seria melhor dizer, em que vivemos. Não se enxergam uns aos outros, procuram algo que não sabem ao certo o que é, e morrem de medo de a nova geração cairem em seus memos erros.

Pode-se dizer que o filme tem um “q” de auto-biografia. Fatih Akin, que é alemão de descendência turca. Seu personagem principal, Ayten ( Nurgül Yesilçay) é turco, professor em uma Universidade na Alemanha. Volta para Turquia, para ser dono de uma livraria alemã na Turquia. E são esses entrelaces que centralizam o roteiro.

Outro acerto que merece destaque no filme é a belíssima trilha sonora. O responsável por ela, é o compositor Shante, em sua primeira composição para o cinema.

“Do Outro Lado” é um filme de relaçoes humanas, crítico e acima de tudo atual. Perde um pouco pelo tempo do filme, que talvez pudesse ser um pouco menor. É um filme de que esta perdido no mundo, sem nacionalidade, pois pertencer ao mundo hoje é mais complicado do que se pode imaginar.

Jair Santana