“Sexy and the city – O Filme” – Michal Patrick King

cartaz sexySinceramente. Me surpreendi.

A pesar de gostar, nunca fui de assistir muito “Sexy and the city” a série. Texto interessante, bons personagens, mas…eu assistia ocasionalmente.

O filme porém agrada, talvez principalmente, a esse público. Que não conhecia tanto assim a série. Explica inicialmente a psicologia de cada personagem, e depois nos coloca na estória, de maneira que se torna um filme realmente independente da série.

Michael Patrick King apresenta boa direção em seu primeiro longa metragem. Porém, Michael ja dirigiu, produziu e roteirizou vários episódios da série, e também fez o mesmo na série “Will & Grace” durante alguns anos, oque o deixou mais a vontade na direção de seu longa.

Fui esperando um filme mais bobo.. Mas “Sexy and the City” se mostrou ser mais que isso. De maneira leve coloca em cheque alguns assuntos bem atuais, não só assuntos de “mulherzinha” como muitos falam sobre o filme, mas de relacionamento, consumo, sexo, amizade.

Não é um filme que venha apresentar algo de novo em questões estéticas, dramatúrgicas ou filosóficas. Um filme que pode parecer igual a muitos outros, mas como falei, por não ser bobo, já se sobressai aos demais.

Interpretações naturais e convincentes, e ja conhecido de boa parte do público, um bom  roteiro, porém faço uma observação sobre o roteiro. Chego a pensar que Carrie, a personagem vivida por Sarah Jessica Parker, no fim, é só uma menininha, e não A MULHER, moderna e auto-suficiente que ela tentou provar ser o filme e talvez a série toda. Ou seja, fui contra o final “muito” feliz. Gostava da personagem Carrie, até ela se render  ou se vender sentimentalmente à alguém que a fez tanto mal. A personagem perde sua força e fica um tanto inverossímil ao contexto de tudo que se passou. Sua redenção ao sentimentalismo não combina com a personagem. Nada que estrague o filme de vez. Mas, eu pessoalmente adoraria que tivessem feito outro final. Com uma Carrie mais forte.

Figurino ora acerta, ora erra demais, fotografia bonita mas, no mesmo estilo, “O Diabo Veste Prada” é bem mais trabalhada. A música também tem bons acertos, mas nem sempre também.

O filme vale o ingresso, diverte, fala de amor, consumo, trabalho e amizade. Fala de um mundo contemporanêo. Algumas coisas reais e outras nem tanto. Talvez um retrato da geração de Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha, cada uma do seu jeito, seja romântica, moderna, ou uma compulsiva sexual. Todos os tipos, em maior ou menor tamanho, estão ali.

Jair Santana

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Uma resposta

  1. adddddddddddoro

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