“Guerra dos Mundos”, Steven Spielberg, 2005

Guerra dos Mundos

Guerra dos Mundos

Segunda adaptação para o cinema do livro de H.G. Wells, a primeira é de 53, do diretor Byron Haskin. Teve ainda uma adapitação para a TV, mas sem grande expressão.

O romance é do início do século, foi apresentado fora da literatura pela primeira vez pelas mãos de Orson Wells, através de uma novela de rádio. Wells foi convidado a realizar um filme a partir do romance, mas recusou. Alfred Hitchcock chegou a começar a produção mais desistiu. Esse é um romance que a tempos vem sendo aprecidado por grandes diretores. Em nossos tempos foi cair na mão do maior diretor “pop” do cinema mundial, que é Steven Spielberg.

Spielberg faz um filme de mestre ao que ele se propõe. O filme dá medo. Muito medo. Algo que me chamou muito atenção foram os efeitos sonoros. O som de anunciação dos andarilhos extraterrestres é assustador. Spielberg é mestre em grandes cenas de catástrofes. É dele por exemplo a cena de maior número de figurantes da historia do cinema, que é em “O Império do Sol” de 1987, no qual o diretor usou nada mais nada menos que 30.000 figurantes.

Em “Guerra dos Mundos” as cenas de desespero, de luta pela sobrevivência são dramáticas e espetaculares. O elenco principal está bem. Tom Cruise recebeu o “prêmio” Framboesa de Ouro como pior ator, mas discordo que esse seja seu pior trabalho. Dakota Fanning, que interpreta sua filha, faz um ótimo trabalho. Queria saber, o que o diretor ou o preparador de atores falava para aquela garotinha fazer aquele rosto de pânico. Com o filme, Dakota recebeu a sua segunda indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Performance Assustada, a primeira por “O Amigo Oculto” (2004), e posteriormente “Guerra dos Mundos” (2005). Venceu por “O Amigo Oculto”. Aliais Dakota Fanning aos 8 anos se tornou a mais jovem indicada ao Screen Actors Guild Award, por sua atuação em “Uma Lição de Amor” (2001).

Outro destaque do filme é a atuação de Tim Robins, como o solitário Ogilvy, que aparece no meio do filme, para representar o alge da loucura e do desespero humano por tudo que se esta passando a humanidade. Nos fazendo chegar a extremos. Tim Robins rouba a cena e deixa Tom Cruise apagado. Curiosa também a presença do casal Daniel Franzese e Ann Robinson, que fazem os pais da ex mulher de Tom Cruise. O casal foi o protagonista da versão de“A Guerra dos Mundos” de 53.

Muitos reclamam de certa ingenuidade do roteiro. Sim, pode realmente ter essa ingenuidade, mas vamos convir que o romance original é do inicio do século passado. E sinceramente, acho muito interessante a saída para o final da historia. Simples. Nada mirabolante. Acho que aí está o mais interessante.

Apesar de toda grandiosidade, e da experiência de Spielberg nesse gênero. Em algumas horas, o cenário ficva com cara de estúdio, e isso me incomoda. Principalmente as cenas finais, onde os campos estão coberto de sangue. Ficou tudo muito artificial. As cenas iniciais, onde aparece o primeiro andarilho e as cenas da balsa, são antológicas. Mas infelizmente, deixa a desejar no final da trama.

A música, apesar de ser do mestre John Willians, não marca. É super funcional diegéticamente falando. Forte, dá ritimo a cenas, mas você sai do filme e não lembra da música, ao contrario do que acontece em várias trilhas de Willians.

Muito se fala da analogia de que o filme chega no momento em que os EUA não querem a chegada de “gente nova” em seu território. Comparam os ETs assustadores a terroristas. E lembram da fase dos extraterrestres amigos de Spielberg como “E.T.” e “Contatos Imediatos”. Não concordo com essa leitura. O roteiro é antigo. E abertamente, Spielberg briga pra filmar esse roteiro a pelo menos 10 anos.

O filme é uma boa diversão. E cumpre com que Spielberg promete. Tensão o tempo todo. Emoções fortes. Medo, pavor, bons sustos, bons efeitos visuais. E podemos ver um outro lado, o quanto a humanidade é fraca. Tão fraca quanto os Ets do filme. Que morrem em função de um vírus.

Sinceramente, pra mim, não é surpresa Spielberg cumprir com o que propõe. Ele erra muito pouco. Foi o diretor que criou o blockbuster no cinema,  com o filme “Tubarão” e tirou o cinema americano de uma  enorme recessão. Foi Spielberg que mudou a forma de vermos cinema. Graças a ele, o cinema de hoje tem um som maravilhoso, tem uma tela maior e arrasta multidões para sala escura. Enfim, Spielberg é um diretor apaixonado por cinema popular. Mas, pelo bom cinema popular.

Jair Santana

“Minha Mãe Gosta de Mulher”, Daniela Fejerman e Inés París, 2002

A Espanha vem apresentando cada vez mais bons filmes, e vem provando que nem só de Almodovar vive o cinema Espanhol.

Esse filme, das diretoras estreantes Daniela Fejerman e Inés París é de 2002 e só chegou ao Brasil em 2005, passando em poucas salas, mas fazendo relativo sucesso de público.

O filme conta a historia de uma mãe de familia, divorciada do marido, que apresenta o novo amor a suas filhas, já adultas, no dia do seu aniversário. Uma mulher. A partir daí a trama se desenvolve de maneira inteligente, sutil, engraçada, mas colocando situações sérias ao mesmo tempo.

Não é uma comédia como “A Vida é Bela” que brinca sarcásticamente com um assunto sério, “Minha Mãe Gosta de Mulher” trata de assuntos sérios, como preconceito, homossexualidade, familia, de maneira séria, porém leve.

Além de bom roteiro, assinado pelas diretoras do filme, Daniela Fejerman e Inés Paris, o filme tem uma fotografia, de David Omedes, altamente encaixada dentro da proposta do filmel, sai da estética hollywoodiana da fotografia “certinha” demais. É uma fotografia que nos aproxima da realidade. Não suja, mas discreta, onde, deixando claro que o mais importante é você embarcar na historia em si, além de uma trilha sonora que nos faz ficar até o ultimo minuto no cinema, nem que seja porque é divertida.

O filme, apesar de orçamento baixo e de distribuição fraca, concorreu a vários prêmios. Recebeu 3 indicações ao Goya, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Leonor Watling), Melhor Diretor Novato e Melhor Trilha Sonora. Ganhou o prêmio de Melhor Atriz (Leonor Watling), no Festival de Cartagena. Ganhou o Prêmio do Público e o de Melhor Atriz (Leonor Watling), no Festival Hispânico de Miami. Ou seja, tem feito sucesso, além de público, tambem de crítica.

Jair Santana

“Quase Todas as Mulheres do Mundo”, Jair Santana, 2005

 

Sinopse
Homem frustrado, por achar todas as mulheres que encontra iguais, ao mesmo tempo em que tenta se desligar da mãe, encontra pela primeira vez uma mulher que acha diferente de todas, e não consegue pensar mais em nem uma outra.

Elenco
Tatjana Vereza, Mauricio Rizzo e Rebeca Falcone
E com uma participação mais que especial da Renata Sorrah, empresantando sua voz a uma personagem.

Quase Todas as Mulheres do Mundo

Quase Todas as Mulheres do Mundo

 

 

Histórico
O curta foi produzido e gravado em 2005, através da Darcy Ribeiro. É primeiro trabalho de direção. Teve orientação em todos os passos do Walter Lima Jr que foi meu professor de direção cinematográfica. Foi apresentado pela primeira vez em Belém no Curta Pará, e participou também dos Festivais de Teresina, Mostra Mercado do Festival do Rio, Festival de Maringá de 2007 e também participou do Festival Curta a Noite no RJ onde ganhou melhor curta segundo opinião do Juri.

Depois desse curta, foi formado um grupo de realização. O coletivo “Sobretudo Filmes”, um grupo de amigos, que afim de produzir curtas, cada um na sua área, para isso, uniram forças para conseguir fazer seus curtas mesmo que sem patrocinio. Até mesmo porque qualquer edital pergunta oque vc já fez.

O grupo tem como “padrinhos”, a Dira Paes e o Domingos Oliveira, que são pessoas que abriram as portas pro grupo, e ajudam no que for preciso, seja uma indicação de atores, a ajudarem com os apoios etc..

OBS: Todos os profissionais envolvidos no filme, doaram seu trabalho, para que o curta pudesse ser realizado. Niguem recebeu nem uma ajuda financeira por seu trabalho.

 

Ficha Técnica

Roteiro : Marcus Santos
Diretor : Jair Santana
Produção : Priscila Manini
Ass. De Produção : Marcelo Andrade
Platô : Fernando Dilton
Técnico de Som : Aloysio Compasso
Microfonista : Marcelo
Direção de Arte : Paulo Samartino e Danielle Martins
Figurino : Tarliza Carneiro
Assis. De Figurino : Taise Viegas
Maquiagem : Carlos Borges
Diretor de Fotografia : Pedro Dumans
Câmera : Rodrigo Graciosa
Continuidade : Janeci
Música : Ricardo Góes
Montagem : Fábio de Melo
Cartaz: Samia Batista
Story Board: João Felipe (Zorro) e Rafael Goes

Premições e Festivais:
Festival de Cinema de Teresina,
III Mostra Curta Pará Cine-Brasil,
Mostra Mercado Festival do Rio
III Festival de Cinema de Maringa
Prêmio de Melhor Curta no I Festival Curta a Noite no Rio de Janeiro