Nino Rota, Italia, 1911-1979

Nino Rota

Nino Rota nasceu em Milão, em 1937 onde desde criança estudou música, completando seus estudos na no Concervatorio de Milão e na famosa Academia Santa Cecília, casa responsável por diversos talentos da música no cinenam.

Rota compôs diversas óperas, balés, música de câmara que logo agradaram a crítica. Lecionou no Conservatório de Bari, assumindo a direção até a sua morte, em 10 de abril de 1979. A sua entrada para o cinema se deu a partir da década de quarenta, coincidindo com um período de grande efervescência cinematográfica através do movimento conhecido mundialmente como neo-realismo italiano.

Teve sucesso logo em suas primeiras trilhas, o filme inglês “The Glass Mountain” de 1949. Porém já tinha composto músicas para o Neo-Realismo Italiano em filmes como “Viver a Paz” em 46 , de Luigi Zampa e “Sob o Sol de Roma” em 48 do diretor Renato Castellari.

Trabalhou com cineastas como Federico Fellini, onde estabeleceu-se uma integração total desde “Abismo de Um Sonho” (1952), com Luchino Visconti, uma parceria que teve início em “Noites Brancas” (1957), seguindo-se as participações com as trilhas em “Rocco e seus Irmãos” (1960), “Bocaccio 70” (1961) e “O Leopardo” (1962).

No ano de 1968, ele aceita um convite de Franco Zefirelli para compor a música de “Romeu e Julieta” que é  dotada de  um lirismo e romantismo, que foi capaz de levar às lagrimas multidões do mundo inteiro. Tornou-se uma de suas trilhas mais famosas até então. Em 1972, Francis Ford Coppola foi até a Itália, convidar pessoalmente Nino Rota para fazer a música de “O Podereso Chefão” (1972), filme baseado no romance de Mario Puzo. Em 1974, a música de “O Poderoso Chefão 2” (1974), foi premiada com o Oscar e é até hoje uma das trilhas mais famosas do cinema e um dos temas que mais simbolizam seu trabalho como compositor de trilhas cinematográficas.

Nino Rota, com toda certeza é um dos nomes mais respeitados e adimirados da historia da música no cinema. Sua filmografia confunde-se com a historia do cinema europeu, mais espeficamente com o Italiano, acompanhando os maiores diretores e maiores movimentos. Nino Rota conseguiu ser pop sem perder em nada a qualidade erudita de sua formação, apesar de sua humildade ser tamanha, que ele fazia questão de se auto denominar um compositor marginal, por achar que compor para o cinema, diferente que para uma obra mais clássica, como uma obra erudita, era algo “menor”.

Quem dera, um terço dos “compositores margiais” tivessem o talendo e sensibilidade de Nino Rota ao compor. O mundo com toda certeza, seria um lugar melhor para nossos ouvidos.

Jair Santana

Uma resposta

  1. Nino Rota realmente era maravilhoso.
    Nem Ennio Morricone consegue batê-lo.
    Aliás, o cinema italiano é…o que cinema de nenhum país por mais que se esforce conseguirá ser.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: