“A Vida dos Outros”, Florian Henckel von Donnersmarck, 2007

BRAVO! BRAVO! É oque dizemos quando assistimos um grande concerto, uma grande apresentação ou diante de uma maravilhosa obra de arte. É assim que vejo o filme “A Vida dos Outros”. COMO UMA GRANDE OBRA DE ARTE.

Esse é o primeiro filme do diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck, grande vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2007, fora os Prêmios de Público nos Festivais de Montreal, Rotterdam, Locarno e ainda Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Não-Americano e Prêmio do Público e o de Melhor Ator (Ulrich Mühe), no Festival de Copenhagen.

É importante falar de suas prêmiações por ser um filme “pequeno” em termos de produção. O filme custou 2 milhões de doláres, e é de uma delicadeza, de um requinte de produção, fotografia, direção de arte perfeita…cores, atores, enfim… Não é um filme somente técnico, pelo contrario, é um filme mais humano que técnico. Mas sua técnica é pensada, e muito bem.

A fotografia por exemplo, sempre fria e monocromática. A não ser na casa do casal que é espionado pelo governo. O dramaturgo Georg Dreyman interpretado por Sebastian Koch) e sua esposa, a atriz Christa-Maria Sieland que é vivído por Martina Gedeck. Os dois fazem ótimo trabalho. Mas realmente, o trabalho de Ulrich Mühe, que vive Gerd Wiesler, o militar que é responsável por observar a vida do casal, 24 por dia.

Gerd Wiesler é um militar que acima de tudo acredita na filosofia e na política que é empregada pelo governo. Quando percebe, que a moeda tem um outro lado, começa a se questionar e questionar, mesmo que interiormente, seu governo e sua ideologia. Ninguém está errado quando se defente oque se realmente acredita, mas quando se passa a não mais acreditar, tudo fica mais complicado.

O cinema Alemão tem apresentados filmes maravilhosos, e ainda assim temos acesso a pouca coisa dele. É interessante observar também como esse novo cinema Alemão tem falado de suas mazelas. Como esse, que aborda o Alemanha Nazista. Importante também observar, como o tema é universal, e como nós, brasileiros, podemos nos identificar com toda a situação abordada. Ou seja, esse filme, como toda boa arte, consegue atingir a universalidade, focando apenas seu “territorio de estudo” digamos assim.

Esse foi mais um filme, que terminou com aplausos das pessoas no cinema no final. E olha que não foi seção de estreia ou algo assim. Com certeza não vai fazer muito sucesso de público, pois em sua maioria, as pessoas preferem “Bee Movie” ou coisas do gênero, por pior q sejam.

“A Vida dos Outros” fala acima de tudo de respeito próprio. Respeito pelo que acreditamos ser certo. E que como nossas ideologias podem, ou não, estar erradas. E mais ainda, como, quando, assumimos, não pro mundo, mas pra nos mesmo, que podemos estar errado com nossas ideologias, isso interfere no resto do mundo. Mesmo que não sejamos reconhecidos por isso. Esse reconhecimento, não é o que vale. O mais importante, é estarmos bem com nos mesmos. E isso é muito claro no filme. Que é de uma dureza, e ao mesmo tempo pureza, impressionante. É de uma solidão e ao mesmo tempo de um amor entre as relações, que comovem, os dois lados, essas relações e essas solidões. Em resumo….é uma grande obra de arte. IMPERDIVEL.

Por isso mais uma vez…BRAVO! BRAVO!

Jair Santana

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