“Piaf – Um Hino ao Amor”, Olivier Dahan, 2007

O que melhor podemos dizer desse filme, é que “Piaf – Um Hino ao Amor” é MUITO CINEMA.

Por que isso? O filme nunca fala mais do que mostra. As imgagens sempre falam mais alto. Sua dramaturgia cronológicamente desconstruida é magnificamente bem usada. O que vale ressaltar, é muito dificil de se fazer.

A junção de um ótimo roteiro e uma maravilhosa direção, fizeram desse filme um grande espetáculo. Soma-se tudo isso a uma interpretação incrivelmente boa da atriz Marion Cotillard, (ganhadora do Oscar e do Globo de Ouro pelo filme) que se entrega ao papel de uma maneira adimirável, e emocionante. Temos ainda, a música de Edith Piaf, que  não precisa de apresentações. Com tudo isso é dificil errar. Sem comentar no lado técnico do filme, o som e a fotografia estão casadissimas com todo o conjunto.

Piaf foi um dos filmes mais aplaudidos no Festival do Rio de 2007, e fez um merecido sucesso quando entrou em circuito. Agradando novos e antigos adimiradores de Piaf.

Eu não conhecia o diretor Oliver Dahan, diretor francês que ja trabalhou com Isabelle Huppert, Jean Reno e Luc Besson. “Piaf” é seu terceiro filme, e espero que venham logo outros. Vou atrás de conhecer seus outros dois filmes, “Rios Vermelhos 2 – Os Anjos do Apocalipse (2004)” que tem roteiro assinado por Luc Besson, e “Promessa de Vida” (2002), onde além de dirigir assina também o roteiro.

 

 

A música, composta para o filmes por Christopher Gunning, também é belíssima. A fotografia de Tetsuo Nagata, fotografo também de “Paris, Eu te amo” é muito bem realizada e bem casada com filme. Não chama mais atenção do que o resto, ao mesmo tempo que é tão bonita e descritiva, passando a emoção que as imagens pedem. A direção de arte, principalmente na infância de Piaf chama atenção pela veracidade. E não erra em sua fase adulta.

Me chamou atenção no filme duas cenas em especial. A primeira cena foi a primeira, grande apresentação de Piaf no teatro. Cria-se espectativa, e na hora, não a ouvimos cantar. Apenas vemos, ela e a reação do público. A cena ficou LINDA. Já chega clássica para o cinema. Falou tudo apenas com as imagens. Em uma outra cena, quando Piaf recebe a noticia da morte de seu amado. Um plano seqüência de mestre foi usado. E não foi usado para se dizer “Olha como seu fazer um plano sequêcia”. Naquele momento, era  dramaturgicamente importante. Uma seqüência difícil, emocionante, e muito e belíssima.

“Piaf – Um Hino ao Amor”, recebeu ainda Recebeu 3 indicações ao European Film Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Marion Cotillard) e o Prêmio de Excelência (maquiagem), que por sinal,repito,  estava IMPRESSIONANTE. 

O filme, como a própria personagem, é visceral. Costumo dizer, que os melhores filmes sempre são mais viscerais que técnicos. E Piaf é bom nos dois casos. É emocionante, apaixonante. Um filme que TEM QUE ser assistido, por quem gosta de cinema, por quem gosta da Piaf, por quem gosta de boa música, juntos ou separadamente.

Abaixo assistimos a verdadeira Piaf em uma apresentação particular em 1961.

 

Jair Santana

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