“Capitão Sky e o Mundo do Amanhã”, Kevin Conran, 2004

Filme ousado do diretor estreantte Kevin Conran, que onta com um elenco de peso, com nomes como Gwyneth Paltrow, Jude Law, Giovanni Ribisi, Angelina Jolie, e acreditem, Laurence Oliver, pós-mortem. Para ter Laurence Olivier no filme, que faleceu em 1989, Kerry Conran utilizou imagens de arquivo do ator e fez uma edição de forma que Oliver pudesse “atuar” como o vilão de “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”. Mesmo com um mega-orçamento de 70 milhões de dólares, com efeitos especiais inovadores, muitas referências a filmes dos anos 30 e 40, mas … não convence.

A atuação de todos os atores está dígna de um seriado B, a música não decola e os efeitos especiais são excessivos e confusos. ADORO Filmes de ficção científica, mas me decepcionei com Capitão Sky. Aguardei muito esse filme. Sua inovação e até lí boas críticas dele. Foi um dos filmes mais esperados do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro de 2004, um dos mais esperados do Festival de São Paulo também. A Revista SET veio com ele na capa do mês de novembro com a chamada “Capitão Sky Reinventa a forma de se fazer cinema”. Se bem, que não podemos esperar muito de uma revista que tem como editor o egocêntrico, equivocado e mais arrogante pseudo-crítico do país, que é Roberto Sadovski.

O filme realmente tem algo inovador, filme foi inteiramente rodado com os atores atuando a frente de uma tela azul. Com exceção dos próprios atores, todo o restante do filme foi inserido através de computadores, o próprio diretor criou o programa de computador. Mas não adianta. O filme parece não ter linguagem própria. Parece querer reinventar uma linguagem, o que é muito dificil fazer. A fotografia é referêncial de filmes da década de 30 e 40, a maquiagem idem, mas ao mesmo tempo, confusas. Não chegando a lugar nem um.
Acho válida a tentativa, mas não sei até que ponto vale 70 milhões de dólares. Parece um “SteamBoy” ( do Katsuhiro Otomo), que virou filme e não deu certo.

Porque não deu certo?
Tenta ser irônico e sério ao mesmo tempo. Se perdendo no seu objetivo. É sem dúvida nem uma um filme grandioso. Você vê o dinheiro gasto. Tudo é muito rico, detalhado, original, as vezes as máquinas parecem ter saído de um desenho do Professor Pardal, e acabam perdendo a seriedade proposta. Mas apesar de ser grandioso, não é um grande filme. Um filme que pode ficar pra historia do cinema pela sua nova forma de realização, mas não pela sua historia, não pelo roteiro, não pela atuação dos atores, não pela fotografia, ou seja, não pelo filme que se realizou com essa nova fórmula.

Jair Santana

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