“Casa Vazia”, Kim Ki-Duk, 2005

Casa Vazia

Mais um filme Coreano fazendo carreira internacional e mostrando o quanto o cinema oriental tem a nos mostrar e ensinar.

A verdade é que Kim Ki-Duk não é um diretor novo. É só ficarmos atentos ao cinema no resto do mundo e não só nos EUA e na Europa, e veremos que Kim Ki-Duck um diretor que já está sendo muito respeitado e comentado no mundo inteiro, por filmes como “Primavera, Verão, Outono, Iverno… e Primavera” de 2003, onde, assim como em “Casa Vazia”, ele assina a direção e roteiro, e usa o silêncio como sua maior forma de linguagem.

Maravilhoso, sensacional, espetacular. “Casa Vazia” é um dos mais surpreendentes filmes realizado nos ultimos anos, e nos trás a premissa maior do cinema. Falar através de imagens. E realiza isso, de maneira magnífica diga-se de passagem. É incrivelmente bem feito. Sem grandiosidades, conquista pela simplicidade.

O mais curioso desse filme muito bem realizado é que Kim Ki-Duk, escreveu o roteiro de “ Casa Vazia” em apenas um mês, as filmagens ocorreram em apenas 16 dias e a edição do filme foi concluída em 10 dias.

Se usa pouco as palavras nesse filme. Se mostra mais com as ações. É tenso, as vezes revoltante, as vezes engraçado. Um filme acima de tudo sério. Que fala de amor, de relações humanas, de submissão.

O roteiro conta a historia é de um garoto que passa a invadir casas onde seus donos estão ausentes, e na casa, o garoto mora por um ou dois dias, arruma, conserta coisas quebradas na casa, depois vai embora. Com isso, em uma dessas “visitas” conhece uma mulher, e com ela  começa uma historia envolvente, e muito inteligente.

As cenas, por vezes parecem como cenas uma dança. Outra hora como poesia aos olhos. O espectador só vem a se encantar, e mesmo sem uma apresentação cordial, ou uma palavra mais descritiva, acaba por se apaixonar pelo personagem principal e sua amante.

“A Casa Vazia” é um filme que vai agradar principalmente ao amantes do bom cinema.  Que estão cansados de cinema pipoca e auto-explicativos. E vai ser recebido com estranheza por quem quer tudo demasiadamente mastigado. Pois não nos entrega tudo em mãos.

No  cinema de Kim Ki-Duk, temos que buscar mais pelas imagens e pelos signos, que pelas palavras.

Jair Santana

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: