“Quebrando a Banca”, Robert Luketic, 2008

Sinopse
Um grupo de alunos superdotados, liderado por um professor de matemática, desenvolve um método capaz de quebrar vários cassinos de Las Vegas.

Opinião
Apesar de recheado de clichês, tipo, do nerd que conquista a garota mais bonita do colégio e do final previsível, “Quebrando a Banca” é uma boa diversão. O diretor Robert Luketic, de “A Sogra” e “Legalmente Loira” surpreende na sua direção.

A decupagem do filme é monstruosamente bem realizada. Todas as cenas são minuciosamente bem estudas, e ainda assim sem perder a naturalidade que lhes cabe. Duas coisas me chamaram muito atenção. A fotografia de Russell Carpenter, diretor de fotografia de “Titanic”, e a trilha sonora de David Sardy, muito bem selecionada.

As atuações de Kevin Spacey, Laurence Fishburne e Kate Bosworth, os três principais, estão boas, mas nada tão marcante. Claro que ter Kevin Spacey e Laurence Fishburne, que nunca fazem feio, já é uma garantia de boas interpretações.

O visual do filme, a direção de arte, que soube colocar muito bem em cores, contrastando o frio da escola e de Boston, com o quente dos cassinos de vegas e dos hotéis, das compras, enfim, nos fazem ficar muito bem situados em cada situações sem precisar nos dar explicaçe o interior dos personagens e de como aquele ambiente é encantador.

O filme diverte, prende, mas também, não apresenta nada de novo e nem promete ficar pra historia, aliais, como todos os outros filmes de Robert Luketic, Mas quem disse que todo filme tem que ficar pra historia? O mais importante é cumprir seu papel, e isso ele faz.

Jair Santana

“Um Lugar na Plateia”- Danièle Thompson - 2006

http://www.adorocinema.com/filmes/lugar-na-plateia/lugar-na-plateia-poster04.jpgSinopse
Uma jovem chega a Paris sonhando em trabalhar no hotel Ritz, mas apenas consegue a vaga de garçonete em um café movimentado de artistas e intelectuais.

Opinião
Quem disse que comédias românticas tem que ser bobas ou melosas? Franck Capra que o diga, o diretor fazia comédias românticas leves e inteligentes. Hoje temos esse estilo quase em extinção.

Bom, voltando a falar de “Um Lugar na Platéia”, pode parecer clichê, mas romance e Paris, parecem realmente terem sido criados um para o outro.

Um filme cheio de personagens interessantes, todos eles com atores maravilhosos. Cheio de estórias paralelas que não nos confundem. A Jessica, interpretada pela atriz Cécile de France, é de um carisma impar. A fotografia de Jean-Marc Fabre é comportada, e até meio careta, mas funcional ao filme. O que realmente encanta no filme é o roteiro com conversas afiadas e inteligentes e os personagens MARAVILHOSOS. “Um Lugar na Platéia” e um filme sem vilões. O verdadeiro conflito em sua maioria são nossos problemas pessoais. A dificuldade de se relacionar, com as pessoas e com nossos problemas internos.

Curioso perceber como a arte está envolvida em todas as situações, seja através do cinema onde o fictício diretor Brian Sobinski é interpretado pelo real diretor Sydney Pollack, através de arte plástica ou da música. A arte no filme é vital em tudo. Seja como um veiculo para demonstrar amor e paixão, ira e prisão, ou ainda cobiça e conquista de poder. Tudo, ou melhor, todos esses sentimento, são externados através da arte. Seja pela construção ou posse, de uma obra de arte. Essa relação que a diretora e roteirista Danièle Thompson nos coloca com relação a arte como um todo é muito interessante.

Outro destaque é a boa trilha de Nicola Piovani. Alegre mas ao mesmo tempo com um toque nostálgico, e eu diria ainda, romântico o filme se propõe a ser.

O filme, mesmo nos colocando essas situações sérias e reflexivas, consegue ser leve, engraçado e romântico. Um filme de domingo ( o dia que fui assistir), que acrescenta e diverte.

Tem boa música, bons atores, ótimo roteiro. Enfim…cumpre bem com o que promete.

Jair Santana

“Homem Aranha 3″, Diretor: Sam Raimi , 2007

http://www.adorocinema.com/filmes/homem-aranha-3/homem-aranha-3-poster01.jpgSinopse
O sucesso como herói faz com que Peter Parker adiquira uma confiança exagerada, deixando de lado as pessoas que se importam com ele. Até que precisa enfrentar o Homem-Areia e lidar com um estranho uniforme negro, que passa a usar

Opinião
Decepção. Essa é a primeira palavra que me veio a cabeça após assistir o filme “Homem Aranha 3”. Uma coisa é certa. Essa é a pior das aventuras cinematográficas do Aranha. O filme beira, pra não dizer que realmente o é, o cinema trash. O “Emo-Aranha”, como foi apelidado pelo público, pelo seu visual Emo, chega querer imitar os trejeitos do Jhon Travolta em “Embalos de Sábado a Noite”, e nem isso consegue. O Homem Aranha negro, deveria ser o melhor de todos na trilogia. Nos quadrinhos da MARVEL o Homem Aranha tem por excelência ter a parte psicológica muito forte, e o Homem Aranha Negro é o ápice desse momento psicológico nas historias do Aranha…mas diretor Sam Raimi errou a mão feio.

Mas o que se podia esperar de um diretor de filmes como “Uma Noite Alucinante 1,2 e 3”? Sam Raimi preferiu ir para esse lado de cinema trash que para o cinema mais sério. O Aranha da revista é cheio de piadinhas e comentários que tentam ser engraçados, mas o do filme é tragi-cômico. No pior sentido que isso possa nos parecer.

O próprio compositor da trilha dos dois outros filmes, Danny Elfman se recusou a trabalhar neste filme, devido a diferenças criativas que teve com Sam Raimi desse filme para os anteriores.

Os feitos especiais são ótimos, as cenas de ação muito bem feitas, mas essa é a única virtude do filme, e na verdade, esse é o mínimo que se pode esperar do filme mais caro da trilogia, chegando á módicos 250 milhões de dólares.

Mas efeito especial nem um salva um filme com roteiro fraco, onde parece quis se quis colocar 1000 aventuras em uma, sem o roteirista saber fazer isso. Decupagem fraca e preguiçosa, além de que, o filme, que teria que ser o mais sério da trilogia, tem sequências de se envergonhar, como a do Peter Parker, já como Aranha Negro, dançando no bar.

Esse é mais um desses filmes, que não deveria existir. Para não envergonhar o maravilhoso personagem “Homem Aranha”, para não envergonhar a historia do cinema, e até para não envergonhar o próprio diretor. O problema é ele nem se percebe disso.

Jair Santana