Nino Rota nasceu em Milão, em 1937 começou a lecionar no Conservatório de Bari, assumindo a direção até a sua morte, em 10 de abril de 1979. A sua entrada para o cinema se deu a partir da década de quarenta, coincidindo com um período de grande efervescência cinematográfica através do movimento conhecido mundialmente como neo-realismo italiano.
Trabalhou com cineastas como Federico Fellini, onde estabeleceu-se uma integração total desde “Abismo de Um Sonho” (1952), com Luchino Visconti, uma parceria que teve início em “Noites Brancas” (1957), seguindo-se as participações com as trilhas em “Rocco e seus Irmãos” (1960), “Bocaccio 70″ (1961) e “O Leopardo” (1962).
No ano de 1968, ele aceita um convite de Franco Zefirelli para compor a música de “Romeu e Julieta” que é dotada de lirismo e romantismo capazes de levar às lagrimas multidões do mundo inteiro. Tornou-se uma de suas trilhas mais famosas até então. Em 1972, Francis Ford Coppola foi até a Itália, convidar pessoalmente Nino Rota para fazer a música de “O Podereso Chefão” (1972), filme baseado no romance de Mario Puzo. Em 1974, a música de “O Poderoso Chefão 2″ (1974), foi premiada com o Oscar e é até hoje uma das trilhas mais famosas do cinema mundial.
Nino Rota, com toda certeza é um dos nomes mais respeitados e adimirados da historia da música no cinema. Sua filmografia confunde-se com a historia do cinema europeu, mais espeficamente com o Italiano, acompanhando os maiores diretores e maiores movimentos. Nino Rota conseguiu ser pop sem perder em nada a qualidade erudita de sua formação, apesar de sua humildade ser tamanha, que ele fazia questão de se auto denominar um compositor marginal, por achar que compor para o cinema, diferente que para uma obra mais clássica, como uma obra erudita, era algo “menor”.
Quem dera, 1/5 dos “compositores margiais” tivesses o talendo e sensibilidade de Nino Rota ao compor. O mundo com toda certeza, seria um lugar melhor para nossos ouvidos.
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